terça-feira, 3 de agosto de 2010

Fabrizzia e outras aleatoriedades

Eu sou uma pessoa aleatória, estou cercada de pessoas aleatórias e me divirto com a aleatoriedade presente na minha vida. Eu começo a conversar com as pessoas do nada e a maioria me acha estranha por isso; logo, ficam com receio de se aproximar de uma louca e não me dão muito papo. Alguns poucos não ligam pra isso e conversam comigo assim mesmo (Bella, principalmente), mas isso é bem raro de acontecer.

O que me inspirou a fazer esse post foi uma conversa que tive com a Fabrizzia (foto ao lado gentilmente cedida por ela), uma amiga minha do colégio que vai pra mesma faculdade que eu, pelo Orkut. Estávamos conversando sobre a PUC e tal, aí chega a criatura e fala: “Mas vamos falar de coisa boa: da nova Iogurteira Top Therm!”; no ano passado, ela escreveu no livro de matemática da Carol S. (pra quem não sabe é a minha melhor amiga, que comenta praticamente todos os meus textos): “Sempre que ler isso se lembre da Hebe. Ela está acima do bem e do mal.”; nas aulas de tarde de química no segundo ano, começávamos a viajar legal. E nós virávamos objetos inanimados. Fabrizzia virava uma balança, eu virava um lampião, Carol virava um relógio e a Didi virava um bule (a gente imitava esses objetos em momentos de extremo tédio, para dar uma animada. Não me pergunte como isso tudo começou, por que eu não lembro...). Éééé, coisas desse nível de aleatoriedade que eu enfrento rsrsrsrsrs... Mas não tô reclamando não, antes que me perguntem. Quem convive com uma pessoa aleatória desse nível sabe que elas alegram seu dia com uma piada sem noção e às vezes tão sem graça que acaba sendo hilária demais. Fabrizzia não é muito de falar coisas sem graça, mas, mesmo quando fala, todo mundo ri – o jeito de contar muda tudo. E a Fafá é uma daquelas pessoas que é engraçada mesmo quando não quer. Alguns de vocês podem não conhecer ela, mas com certeza devem conhecer alguém com essas características. Se vocês não conhecem... cara, que pena! Pessoas engraçadas desse tipo geralmente são aquelas que você pode contar pra tudo. E você sempre vai se divertir com elas! Na aula chata, numa festa chata, em qualquer lugar chato: você vai rir muito, porque ela vai começar a zoar tudo ou começar a falar de outra coisa aleatória super engraçada (Lembra do “Um cometa!”, Fabrizzia?).

Por falar em aleatoriedade divertida, lembrei-me de um episódio que ocorreu no meio de uma aula de biologia no ano passado. Desculpem-me, mas eu detesto biologia; as pessoas geralmente odeiam química, física, matemática... eu odeio biologia, é um direito que eu tenho. Enfim. Eu não prestava muita atenção porque não gostava da matéria. Meus amigos não prestavam atenção na aula porque era muito mais divertido ficar conversando. Então, nesse dia, eu, dois amigos e umas três amigas estávamos discutindo a diferença entre canalha e cafajeste. Então, meu amigo simplesmente levantou a mão, no meio da aula, e perguntou pro professor de biologia a nossa dúvida. E o pior é que o professor respondeu! (Quando a mulher chama de cafajeste é porque ainda gosta do cara, só tá fazendo charminho... Agora, quando a mulher chama de canalha, ferrou. Empacota as suas coisas e vai embora porque o negócio tá feio pro teu lado, cara.) Tá, esse parágrafo foi aleatório, mas não podia faltar num texto sobre aleatoriedade!

Mas a aleatoriedade nem sempre é uma coisa divertida. Minha irmã, maluca por Isa TKM, Justin Bieber, atores/cantores da Disney e qualquer coisinha para pré-adolescente que você imaginar, toda hora chega pra mim com uma informação nova sobre um dos seus cantores/atores preferidos. E nem são informações importantes, tipo: “Demi Lovato vai vir para o Brasil!”; são coisas como “O Justin pesiu pra Selena tirar o salto perto dele porque ele é baixinho!”. E EU COM ISSO, GI??? Eu fico me perguntando se sou assim com as pessoas... Sou? Me digam. Mas aqui no blog eu não posso evitar de ser muito aleatória. Aqui é o lugar pra eu deixar a minha mente pirada correr solta. Aqui é ela quem manda, e às vezes ela me manda ser aleatória. Minha mente já fica presa demais, então não tenho coragem de prendê-la aqui também. Se ela quer fazer coisas estranhas, o que eu posso fazer além de obedecer?

Ps.: Beijo pras pessoas mais aleatórias que eu conheço: Fabrizzia, Lud, John, Gi, Line e Lia Rosa.

Para Fabrizzia: A vida NÃO é um morango.

Para Lia Rosa: Lhamas rocks!

3 comentários:

  1. Fabrizzia Milione3 de agosto de 2010 22:31

    Por Sinal , prazer . Dona Fabrizzia na Linha , e mesmo que a telemar não estivesse habilitada a completar a minha chamada,que no caso é meu comentário,mesmo assim eu tentaria explicitar meu ponto de vista. Sabe Julie,é realmente engrandecedor em termos de personalidade,ter conhecimento de um alguem que não esquece aquilo
    que foi dito por outrem.E se meu nome foi citado,é porque algo tem ! Uepa ! Senhorita,saiba que compartilho do mesmo pensamento,e que não considero uma loucura ser aleatória,pois é a chave para abrir as portas da espontaneidade.
    E isto é o abre alas,o carro chefe de um desfile de exóticas e singulares maneiras de ser. É por este motivo que nos identificamos tanto. Realmente escreve com um fluxo maravilhoso,não é intediante,tudo é passado com rapidez e de maneira divertida. SOCORRO ! sabe porque as aleatoriedades são tão divinas ? pois é apartir delas que os sentimentos mais sinceros surgem,inclusive o da amizade. que tenho de sobra por ti. ; ] arrasou bi !

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  2. Chego eu em casa com aquele ar de "putz, não é que a depressão pós primeiro dia me atacou?!" e leio esse post... Que saudade imensa de virar um relógio!!!! hahahaha
    O cometa também...
    E sabe do que vc esqueceu?!?! "Boletim do tempo na África"!!!! Como podes esquecer disso?!?!?! hahaha
    Quando li o parágrafo aleatório da aula do Aroldo de diferença entre cafajeste e canalha, juro, me vieram lágrimas aos olhos!
    Realmente não vou esquecer as aleatoriedades, porque elas vêm sem a menor intenção e marcam mesmo, porque nos pegam desprevinidos. Se a gente imaginasse que a Fafá ia falar "Um cometa!" enquanto se livrava da bolinha de papel naquele dia não ia ter tanto impacto assim.
    Admito que não me considero uma pessoa aleatória, sou metódica, virginiana (ou, como a Fafá vai falar pelo resto do semestre, pelo menos, sou virgem... hahaha); mas sabe que isso afeta AO EXTREMO minha capacidade de me socializar?! Porque me falta a espontaniedade... eu não tenho a coragem que você tem de chegar no ponto de ônibus e perguntar pra pessoa mais interessante se ela tá indo pro mesmo lugar que eu... rsrs
    Mas admiro muito essa capacidade, assim como admiro a aleatoriedade!
    Graças a pessoas assim (valeu Fafááá!!!) que nossos dias são mais divertidos e valem mais a pena.

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  3. Ohn, Fabrizzia... Massageaste meu ego agora!

    E a gente nunca vai esperar o que a Fafá vai falar... Acho que nem ela mesma sabe; quando vê, já soltou suas pérolas.

    E espontaneidade é algo que pode ser adquirido (é algo TOTALMENTE paradoxal, mas é verdade. Se vc pode botar sal na batata doce e se o Sonic tá na Nintendo, você pode aprender a ser espontâneo). Vamos fazer um intensivão: "Como ser espontâneo for dummies" haahahahahaha

    Beijos pessoas!

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