segunda-feira, 17 de outubro de 2011





The closer you get to light, the greater your shadows become.
Kingdom hearts

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Alô, Galisteu!



- Alô, Galisteu!

- Bom dia, a senhora Lurdes Maria de Souza está?

- É eu, Galisteu! Sou sua fã, viu? Você é uma moça muito bonita e talentosa! Mas tá com um sotaque mais carregado do que aparece na TV...

- Ahn, senhora, aqui é do banco Santander, estamos ligando para saber se há um interesse de sua parte em adquirir um cartão de crédito Santander Universitário.

- Ih, tá trabalhando no banco, é, Galisteu? O Silvio não paga direito, não? Olha, não se avexe, porque eu também tenho que ter dois serviços pra poder botar pão dentro de casa. Trabalho na casa de duas madame na Zona Sul. Ah, eu também vendo Avon. Quer comprar um batonzinho, Galisteu?

- Senhora...

- Ó, se você estiver sem dinheiro não tem problema! Tem uns batons na promoção! Dez reais, de alta qualidade! Tem uns que deixa a boca maior, tem uns de brilho de diamante, tem uns até de ouro!

- Senhora...

- Precisa chamar de senhora não! Todo mundo só me chama de Dinha. Pode chamar de Dinha também!

- Minha senhora...

- Tá bom, sua mãe ensinou que gente mais velha é senhor ou senhora, né? Pode chamar de senhora, sim. Galisteu? Galisteu? Tá ainda aí, menina? Galisteu? Agora vê se pode... A menina se faz de educada, me chama de senhora e desliga na minha cara... Mas vai ver que a ligação caiu e ela vai me ligar de novo... Ih, já tá ligando! Alô, Galisteu!

- Mãe, sou eu!

- Ih, Galisteu, você ligou errado! Num é a sua mãe, não! É a senhora Dinha...

- Não, mãe, não liguei errado, não! Você que tá vendo demais esses programas de fofoca que passam de tarde na TV e fica aí toda estranha, achando que a Adriane Galisteu vai te ligar pra te dar prêmio e que você tem que atender o telefone falando “Alô, Galisteu” pra ganhar alguma coisa...

- Quem é que tá falando?

- Katyellen, mãe.

- Ah, oi, filha! E a Kristyellen? Como tá?

- Tá bem, tá aqui do lado. Tá mandando um oi. Disse que não pode falar agora porque tá pintando as unha da mão. Mãe, vê lá, hein! Para de atender o telefone assim! O que os outros vão pensar? Eu, hein...

- Mas a Galisteu acabou de ligar! Tá trabalhando num banco aí, acredita? Me ofereceu um cartão, aí eu ofereci um batom da Avon pra ela. Mas a ligação caiu antes de ela me dizer qual era o prêmio... vai ver que era esse cartão, né, Katyellen?

- Ô meu Deus! Não, mãe! Era alguém do banco querendo empurrar cartão de crédito pra você! Deve estar rindo de você até agora...

- Ixi, será, minha filha? Acho que não, hein...

- Tô falando, mãe! Não era a Galisteu. Para de atender o telefone assim. Quer que todo mundo que te ligar fique rindo de você? Ela não vai te ligar. Isso só acontece com os outros. Você conhece alguém que recebeu um telefonema da Galisteu?

- Não...

- Então pronto. Para com isso. Weskley tá chorando no berço, tenho que desligar. Beijo, mãe.

- Beijo, minha fi... Ih, também já desligou. Tá todo mundo desligando na minha cara hoje. Eu vou é ficar longe desse telefone... Ai, meu Deus, tá tocando de novo. Não posso falar Galisteu, não posso falar Galisteu, não posso falar Galisteu. Alô?

- Ah, que pena! Não ganhou a casa no valor de quarenta mil reais! Aqui é a Adriane Galisteu, com quem eu falo?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Turnê Alyson Noël Brasil - EU FUI!

Eu não me lembro exatamente do momento em que descobri que a Alyson Noël viria pra Bienal desse ano, só sei que surtei muito. No dia da sessão de autógrafos, acordei às 05 da manhã pra buscar a Alice (minha companheira de eventos exaustivos, porém mega importantes). Saí de casa às 06h, encontrei com a Alice às 07h e chegamos na Bienal às 08h30 – isso porque os portões só abriam às 10h. Quando a entrada finalmente foi autorizada (com uma pontualidade britânica que eu estranhei muito), o bando de adolescentes ensandecidos pareciam a manada de gnus que quase mataram Simba em “O rei leão”. Sério. Corremos um pavilhão e meio, fomos contidos por seguranças-armários e depois tivemos que andar o resto do caminho. Chegando no (já lotado) estande da Intrínseca, conseguimos pegar a senha para a sessão de autógrafos. Aproveitei para comprar logo o “Infinito”, para ganhar o bottom correspondente àquele livro e para pegar TODOS os marcadores fofos e livretos que eu visse pela frente.

Das 300 senhas, consegui pegar a 028!!!
Depois do momento de desespero inicial, fomos andar para procurar onde seria a "palestra" com ela. Rodamos os três pavilhões desesperadamente para descobrir que seria praticamente DO LADO do estande da Intrínseca ¬ ¬. Anyway. Lá fomos nós pra fila da senha. Pegamos a senha e fomos rodar pela Bienal. Um pouco antes de meio dia, voltamos pro auditório pra ver a Alyson pela primeira vez.
Eu nunca vi uma famosa tão simpática quanto a Alyson Noël. Sério! Depois de um tempinho no auditório, percebemos que ela estava perto do palco. O problema foi que todas as 400 pessoas perceberam ao mesmo tempo... Algumas pessoas mais rápidas pediram para tirar foto com ela (que, super fofa, aceitou sorrindo) e as outras pessoas só ficaram lá tirando foto dela.
Tirada da minha máquina! Não peguei do Google não, tá? hahaha
Quando o bate-papo começou, ela falou sobre uma nova série que está escrevendo, ambientada em New Mexico, de uma menina também paranormal. Falou sobre sua adolescência, sobre o ato de escrever, sobre não desistir dos sonhos, sobre as pesquisas que ela fez para escrever a série "Os Imortais", entre muitas outras coisas. Acho que a parte que todo mundo mais gostou foi quando ela elogiou o Rio e disse que estava gostando de tudo: das pessoas, da cidade e da comida (ela disse que não conseguia parar de beber o nosso café!).
Quando saímos da palestra, eu fiquei meio perdida, porque a Alice estava num estande comprando um livro, minha irmã e minha mãe estavam devolvendo os fones de tradução simlutânea (by the way, achei muito incrível o fato de eu ter conseguido entender tudo sem ter pego o fone!!). Estava meio sem saber onde ficar, até que a Alyson Noël passa por mim, escoltada por seguranças, OLHA PRA MIM, SORRI PRA MIM e eu fico lá com cara de babaca sorrindo de volta pra ela!
Até aí, nosso dia tava tranquilo. O problema todo foi que quando a palestra acabou, por volta das 13h, a gente teve que ir pra fila da sessão de autógrafos. E a nossa dor começou (mas pouparei vocês dos detalhes enfadonhos. Basta saber que fiquei com muita dor de cabeça, fiquei enjoada e tive que sair da fila por algumas horas, deixando minha mãe mofando lá por mim). Às 17h30, finalmente, recebi meu autógrafo, mas só demorei tanto para ser "atendida" porque a Alyson é uma fofa e estava conversando com todo mundo. Assim que cheguei, ela perguntou como eu estava e agradeceu por eu ter ido. Eu disse que era aniversário da minha irmã (que era a próxima da fila, e que eu tinha certeza que era tímida demais para dizer que estava fazendo aniversário), aí a Alyson acenou entusiasmadamente para ela. Ela perguntou, enquanto autografava o "Para Sempre", "Lua Azul" e "Terra de Sombras", se eu era do Rio. Disse que sim e que tinha acordado às 5h pra poder vê-la. Ela ficou meio "Oh, really? Thanks!!", e agradeceu por eu ter esperado tanto tempo, porque ela tinha visto que a fila estava muito grande. Then, tirei a foto (a abaixo foi a minha mãe que tirou. A oficial acho que só vai sair dia 07) e me despedi da autora mais fofa EVER!
EU E A ALYSON NOËL!!!!
Aqui estão algumas fotos dos meus livros autografados e de algumas lembrancinhas da Bienal (esqueci de tirar foto da tulipa que a Intrínseca deu...). Ainda faltou o "Infinito", que está com um "Happy Birthday" para a minha irmã, mas depois posto a foto :)

Adesivo da turnê da Alyson, entrada para a palestra e bottom do Infinito *__*



Livro que a Alice pediu pra Alyson autografar pra mim

Ainda tem mais! 4a tem Laurentino Gomes e sábado tem Martha Medeiros! Até lá :)


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"Os livros no Brasil são caros"

Certamente vocês já ouviram a frase que tá título a esse post. Eu já ouvi em todos os contextos possíveis e imagináveis: desde salas de aula até discursos pseudo políticos. Sempre tomei isso por verdade, mas um dia eu parei para analisar se isso realmente acontecia. E mais: se as pessoas realmente não lêem porque os livros são (supostamente) caros.
Gente, eu comecei a montar a minha biblioteca com uns 10 anos. Na minha casa tinham pouquíssimos livros, que se resumiam a uma coleção de clássicos dados pelo jornal O Globo, um exemplar carcomido de "Pollyanna moça", um livrinho infanto juvenil do Sidney Sheldon e uns livros perdidos da Agatha Chistie. Ou seja, comecei meu acervo de livros praticamente do nada. E hoje, apenas oito anos depois, tenho cerca de trezentos livros.
Partindo do pressuposto de que livros são caros, vocês devem estar achando agora que eu sou multimilionária por ter adquirido 300 livros em 8 anos. Na verdade, eu conto nos dedos das mãos do livros em que eu gastei mais de 30 reais (e ainda sobra dedo!).Como eu consegui essa façanha? Sebos, brechós, feiras de trocas, trocas pelo Skoob... Fora os livros que ganhei de aniversário/natal e que ganho quando pessoas que eu conheço querem se desfazer dos seus livros. Aí vocês devem pensar que só tenho livros clássicos; de fato, tenho muitos clássicos, mas tenho a coleção completa de Harry Potter, de Crepúsculo ("Amanhecer" me custou apenas R$10!), "Orgulho e preconceito e zumbis", "Feios", "Quem é você, Alasca?", "Monster High", 'A menina que roubava livros" e por aí vai.
Aí partimos para outra questão: será que o livro é caro mesmo? Na verdade, tudo no Brasil tem um preço um pouquinho mais salgado por causa dos impostos, mas isso não é privilégio dos pobres livros! Um livro na livraria é o preço de uma blusa numa loja tipo Leader/Renner. É o preço de uma dobradinha cinema+lanche no McDonald's. É a metade do preço de um sapato. É bem mais barato que um celular, iPod, notebook, câmera digital e por aí vai. Ok, um livro pode não ser tão utilizado quanto um celular, que, em teoria, você só paga uma vez e usa pra sempre (ou até a tecnologia evoluir mais); mas é tudo questão de prioridades. Eu assumo que comprei pouquíssimas roupas e sapatos com o meu dinheiro durante a adolescência, porque gastava tudo com livros. Mas nunca deixei de comprar meus exemplares alegando falta de dinheiro.

Não acho que possamos reclamar tanto assim. Podemos reclamar que no Brasil não tem livraria (em Jacarepaguá, só conheço um, que fica no shopping, e é relativamente pequena), mas não que os livros são caros. Com os pocket books, com as Lojas Americanas e com a Avon, além dos lugares que vendem livros usados, não tem como dizer que os livros ainda são caros.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

I’m sorrry, I can’t be perfect. Mas quem disse que eu queria ser?

E quando eu achei que todas as epifanias tinham ido embora...

Ontem eu tava vendo “A princesa e o plebeu”, primeiro filme da Audrey Hepburn e único pelo qual ela ganhou o Oscar de melhor atriz, e, com uns 15 minutos de filme, eu já tava morrendo de vergonha alheia pela Audrey. Olha, eu ADOOOORO ela, ela é minha atriz preferida, ela é diva, linda, incrível, era engajada e tudo o mais... Mas convenhamos: ela não sabe fazer uma cena de choro!!! Tá, eu não sou atriz e não sei se, no lugar dela, eu conseguiria fazer algo melhor. Mas é justamente por esse motivo que eu não me atrevo a ser atriz rs.

Eu não acho que isso – não saber fazer cenas de choro – seja um daqueles defeitinhos charmosos, tipo a miopia do Cameron Mitchell (o participante fooooofo de “The Glee Project”) ou o olho maior que o outro do Kurt Cobain (o que, aliás, eu acho que só funciona pro Kurt Cobain hahahaha). Mas isso mostra que a Audrey era bem como as personagens que ela interpretava: imperfeita. Eu vejo muito dela nessa princesa que ela interpretou no seu primeiro filme. Ambas tinham que ser perfeitas e regradas e não podiam ter um bad day. Imagina se você acorda com uma TPM tensa e só tá com vontade de ficar trancada no quarto vendo filmes baseados em livros do Nicholas Sparks enquanto devora uma tigela de pipocas, duas barras de chocolate, Trakinas, alguns pacotinhos de amendoim e uma garrafa de 2,75l de Coca. Se você for perfeita, these days are gone, honey. Nada de TPM, nada de reclamar que aquela Melissa di-vi-na tá massacrando o seu pé e que o seu maior desejo naquele segundo é brincar de “arremesso de Melissa à distância”, nada de deixar o esmalte descascar, nada de frizz nos dias chuvosos, nada de chegar com a cara inchada na escola/faculdade/trabalho de tanto que chorou na noite anterior vendo o penúltimo episódio da segunda temporada de “Glee” – aliás, quando se é perfeita, para quê perder tempo com uma série que retrata a vida dos losers? É, amiga, ser perfeita deve ser muuuuito boring...
Eu não tenho paciência para grandes divas da música – tipo Mariah Carey, Whitney Houston, Beyoncé, a própria Amy Winehouse, Celine Dion etc etc etc. Eu não gosto das vozes delas. Todo mundo elogia demais a Joss Stone e a Alicia Keyes, mas eu detesto as vozes delas (eu tenho a sensação que tem algo preso na garganta delas quando elas cantam). Mas as minhas cantoras e bandas preferidas não são as melhores do mundo e eu tenho plena consciência disso. Eu tenho vergonha alheia pela Avril algumas vezes – tipo, eu a venero muito, mas acho que ela deveria parar de fazer voz fina... A voz dela nos primeiros CDs tava tão legal... O que aconteceu do “The Best Damn Thing” pra cá? Anyway. A questão é que, aparentemente, o que me incomoda é justamente a perfeição. Eu não ligo pra Brad e Angelina, sou mais Johnny Depp e Winona Ryder (pra quem não sabe, eles namoraram no início dos anos 90).
Lendo uma reportagem na Monet desse mês, vi que os perfeitos não estão com nada. Pegue os filmes “infantis” da última década e veja o que eu estou dizendo. Shrek, Meu Malvado Favorito, Tá Chovendo Hambúrguer, Monstros VS. Alienígenas, Enrolados (onde o “príncipe” é o ladrão Flinn Ryder – ou José Bezerra, se preferir), Kung Fu Panda, Madagascar (não tem mais loser que o Melman!) entre muuuuitos outros. Tudo isso só mostra que talvez finalmente tenhamos parado de tentar o impossível – sermos perfeitos – e decidimos ser felizes com o que temos, com menos princesas e príncipes dançando em bailes entediantes e com mais ogros e ogras brincando na lama.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

The Black Star Tour – EU FUI!

Minha cabeça está estourando. Estou morrendo de dor nos ombros e nos joelhos. Minha voz voltou por enquanto, mas acredito que minha garganta estará super inflamada amanhã. Meu cabelo está um horror e minha maquiagem... Tá uma coisa meio “Taylor-Momsen-depois-de-chorar-e-suar-num-show”. Mesmo assim, today could be the best day of my life.

Eu (com cara de criança feliz) e minha mãe

Alice e eu
Cheguei no Via Parque por volta de uma hora da tarde e, meia hora depois, a Alice – uma das minhas BFFs mais especiais – chegou. A cada passo dado para frente, um gritinho histérico de nossa parte. Eu juro que não pareceu que ficamos esperando numa fila por mais de sete horas, mas a minha mãe e a Ally dizem que pareceu sim rs. Não sei que horas os portões abriram, não sei que horas cheguei lá dentro, não sei que horas a Avril começou a cantar... Eu só sei que os minutos em que eu estava lá, na pista Premium, esperando o show começar... Aqueles foram os minutos mais longos da minha vida! Tipo, foi pseudo tranquilo esperar cerca de 40 dias – ou 8 anos hehe – pelo show da Avril, mas aqueles minutinhos estavam me matando! Mas okey, músicas muito legais estavam tocando (“Sing”, do My Chemical Romance, “Faint”, do Linkin Park, “Nothin’ on you”, do Bruno Mars com o B.O.B., “Closer to the Edge”, do 30 seconds to mars, e, a minha favorita, “Mr. Brightside”, do The Killers – que a Alice só identificou quando a música tava acabando ¬¬).
Quando as luzes se apagaram e se ouviu um “I don’t give a damn about my reputation”, eu fui à loucura! Tipo, cês têm noção? A Avril começou o show dela, o meu primeiro show, com um cover de Runaways! Okey que o cover era gravado, but who cares? Depois ela cantou “Black Star” e eu chorei mooooooooooooooooito! Obviamente, não foi pela letra “profunda”, mas porque eu fiquei tipo: “OH MY GOD, EU TÔ VENDO A AVRIL DE PERTINHOOOOOOOO!!!”
A set list tá aí (não na ordem porque eu tenho memória de Dory :D). Essa set list, aliás, ficou PERFEITA! Eu gostaria mais se ela tocasse “Get over it”, “Anything but ordinary” ou “Who knows”, mas foi muito bom mesmo sem essas três!
01-   Black Star
02-   What the hell!
03-   Skater boi
04-   Cover de banda que não lembro qual é ;)
05-   Fix You (cover do Coldplay. Alice chorou muuuito nessa música!!!)
06-   My happy ending
07-   Don’t tell me
08-   He wasn’t
09-   Push
10-   Everybody Hurts (chorei na primeira vez que ouvi no cd e chorei assistindo a Avril cantando. A gente pediu e ela cantou!)
11-   Smile
12-   Alice (chorei demaaaaaaaaais! Essa música sempre me deu forças quando eu achava que não tinha mais nenhuma, e ela surgiu na mídia justamente no momento em que eu precisava).
13-   I love you (linda linda linda linda demais!!! Pedimos – a Alice tava quase tendo uma síncope nervosa do meu lado gritando “SING I LOVE YOU!!!” – e ela tocou!)
14-   Nobody’s Home (mais uma das pedidas da plateia)
15-   I’m with you
16-   Complicated (foi a última música, também a pedidos)
17-   Wish you were here (Alice também chorou demais!)
18-   Stop Standing there (minha mãe tinha feito uma coreografia toda especial pra essa música. Pena que a gente mal conseguia se mexer e que ela não pode executar com perfeição sua dancinha hahaha)
19-   When you’re gone
20-   Girlfriend (fiquei muito exausta! Pulei e gritei muito!)
21-   Hot
Ah, no início de “My happy ending” – eu acho – ela começou a cantar... “Airplanes”, da Hayley Williams, do B.O.B. e do Eminem!! Só a parte da Hayley, óbvio, mas foi liiiiindo!
Eu já tinha visto alguns shows ao vivo da Avril e achei que ela fosse desafinar ou ficar sem fôlego – até estranhei quando ela começou a cantar super parecido com o cd. Por um instante achei que ela estivesse dublando, mas percebi que era ao vivo quando ela errou a letra de “Nobody’s home” ;D E ela é super simpática e fofa e linda!! Ela mandou beijinhos, desceu pra falar com o pessoal que tava na grade, deu aquele sorrisinho lindo de “sou uma garota sapeca”, disse que amava a gente, agradeceu... FOI AMAAAAAZING!!
Eu queria agradecer a três pessoas: meu pai, que comprou os ingressos da pista Premium pra mim e pra minha mãe; minha mãe, que pagou mico, se “fantasiou” de adolescente e passou uma semana inteira ouvindo o “Goodbye Lullaby” pra aprender a cantar as músicas; e a Alice, que também comprou Premium pra me fazer companhia, segurou minha mão quando eu chorei, secou minhas lágrimas e já disse que vai ao show do Restart comigo! Não, não, essa última parte é mentira hahhaha (e ela vai me matar quando vir isso aqui ;D)
Foi muito incrível e eu não tenho como descrever em palavras o que eu senti. Eu acho que valeu muito a pena esperar pelo meu primeiro show, porque ele COM CERTEZA foi inesquecível e o melhor “primeiro show” que alguém pode ter.
Ps: Alice, I DON’T CARE! Da próxima vez VOU COMPRAR UMA ESTRELINHA!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

New Directions!

Olá, pessoas!

Eu confesso que estou meio perdida no meu blog. Quem me acompanha há um tempinho sabe que a frequência com que eu costumava postar era bem grande (às vezes eu chegava a postar 3 vezes no mesmo dia!) e agora cá estou eu, fazendo três posts por mês.

Meu momento "escritora compulsiva" acabou porque eu só consigo escrever bem na desgraça. Yeah, it's sad, but it's true. Eu só consigo fazer bons textos quando tenho epifanias, e já faz uns meses que não tenho nenhuma. Eu sou do tipo que evolui quando está destroçada e, agora que estou feliz de novo, estou meio estagnada na evolução, sabe? Portanto, ao invés de me forçar a escrever textos que vão ficar ruins só para ter alguma coisa para postar para vocês, eu vou mudar um pouco o rumo do blog. Gostaria muito de falar sobre livros ou moda, mas não sei se terei paciência. Talvez o Pessoa Esdrúxula vire um amontoado heterogêneo de coisas bizarras, sei lá. Só sei que não vou abandonar vocês não, tá? Continuarei a escrever, mas menos reflexões e mais coisas aleatórias.

Assim que eu decidir o que farei com o blog aviso vocês!
Beijo-me-liga ;)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sebo solidário!!

Gente, eu estou trabalhando voluntariamente no blog de um sebo solidário. O que é um sebo solidário?, você me pergunta. Eu te respondo: um sebo é um lugar onde vende livros usados, e ele é solidário porque TODO o dinheiro arrecadado vai para ajudar famílias carentes! Tem vários livros legais lá, tipo o "Caçador de Pipas", "O diário de Bridget Jones" e "O senhor dos anéis" por preços de 5 a 10 reais!!! A sede do sebo fica no Rio, mas quem mora em outros estados pode comprar também! Quem se interessou, visite aí: http://sebosolidariocelpi.blogspot.com/2011/07/novidades-da-semana.html

Ah, e quem quiser comprar algum livro, manda um email pra malbuquerque@econ.puc-rio.br :)



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Suposta evolução

Eu assumo que tenho muito medo de ter andado muito e, no final, ter parado no mesmo lugar. De achar que eu mudei muito, amadureci tanto, pra, repentinamente, descobrir que sou a mesma garota de um ano atrás. Não, meneio a cabeça, dizendo pra mim mesma que isso não é possível. Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio porque eu não sou mais a mesma e o rio também já mudou. Né? 

Mas e se o House estiver certo? E se as pessoas realmente não mudarem? Aí tudo foi em vão... Passei por tanta coisa à toa, não aprendi nada e estou about to make the same mistakes again. Será? Tudo isso é uma grande incógnita pra mim. Eu acho que cresci, acho que evoluí, acho que sou uma pessoa melhor agora. Mais madura, mais atenta.Talvez só o tempo me diga o que eu sou agora. Se é que eu sou alguma coisa fixa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Avril: tudo começou com um amor platônico...

Quando eu tinha 9 anos, me apaixonei por Harry Potter. Com 10 anos, me apaixonei pelo Daniel Radcliffe. Lendo sobre a vida do ator em revistas para pré-adolescentes, descobri que adorava punk rock e era fã de Sex Pistols, The Clash, R.E.M. e U2. Para quem só conhecia Xuxa, Kelly Key, Rouge, Sandy e Jr. e, no máximo, Spice Girls e Britney Spears, aquelas coisas eram totalmente de outro mundo pra mim. Então, com o intuito de conquistar o Daniel (ai, que vergonha), eu decidi começar a gostar de rock. Sim, se hoje eu sou fã de rock, devo agradecer ao Daniel Radcliffe.

Isso foi em 2003, quando eu estava na 5ª série. Eu não fazia ideia de como ia conhecer bandas de rock, então fiz o que todo pré-adolescente deveria fazer: comecei a ver MTV e Multishow. Aprendi MUITO sobre música (principalmente assistindo ao Top Top MTV, que ficou no ar de 2004 ao ano passado), mas, principalmente, comecei a ter noção do que estava rolando no mundo da música naquele momento.

E foi aí que conheci a Avril Lavigne.

Eu não cheguei a pegar o clipe de “Complicated”. Quando eu comecei a acompanhar a carreira dela, o que estava fazendo muito sucesso era “I’m with you” (que fazia parte da trilha sonora de “Mulheres Apaixonadas”. Cara, tô me sentindo MUITO VELHA nesse momento...). Quando eu vi aquela garota de dezessete/dezoito anos andando de skate, usando gravata, spikes, muito lápis preto nos olhos e um All Star megadetonado nos pés, pensei: é disso que o Daniel Radcliffe gostaria numa garota! E comecei a amar a Avril e usar umas roupas parecidas com as dela (cheguei até a tentar aprender a andar de skate!). Olha o que uma paixão platônica não faz... 


 Hoje, não ligo mais para o Daniel, apesar de ainda amar muito Harry Potter, mas a paixão pelo rock e pela Avril permanecem. Quando eu era menor, a Avril era mais uma inspiração de estilo para mim e eu nem ligava muito pras letras dela. Hoje, eu sinto que a Avril fala o que eu gostaria de dizer: do primeiro cd “Anything but ordinary”, “Things I’ll never say” e “Naked”; do 2o, “My happy ending”, “Nobody’s home”, “Forgotten” e “Who knows” (que é a minha favorita); do 3º, “Runaway”, “The Best Damn Thing”, “When you’re gone” e “Keep Holding On”; e do 4o, “Eveybody Hurts”, “Darlin” e “Alice”.  A Avril faz parte da trilha sonora da minha vida, e ela cresceu e evoluiu comigo. Eu sinto como se conhecesse ela há um tempão, sabe? E fico com lágrimas nos olhos só de pensar que vou ver a Avril de pertinho, ao vivo, na minha frente, cantando só pra mim (e pra uma multidão atrás de mim). Por essas e outras, vai ser um dos dias mais emocionantes da minha vida!

Agora é só continuar na contagem regressiva!

terça-feira, 21 de junho de 2011

A primeira vez

A primeira vez tem que ser especial, com alguém que você ame muito e com quem você tenha certeza de que não vai se arrepender depois. Não adianta, você cria expectativas, passa dias e noites pensando em como vai ser, compra roupas para a ocasião e, quando chega na hora, você pode se decepcionar. Ou não, pode ser a melhor coisa que você já vivenciou na sua vida.

Eu nunca fui a nenhum show e não foi por falta de interesse. Já quis ir no show dos White Stripes, do Bon Jovi, da Lily Allen, da Mallu Magalhães, do Restart, nos 500 do McFly, do Paramore, da Kate Nash e, claro, no show que a Avril fez na Praça da Apoteose há uns anos atrás. Eu tinha só 11 anos e a Avril já era minha cantora preferida. Como eu já disse, eu só tinha 11 anos e o show foi na Praça da Apoteose, o que levou a minha mãe a não deixar eu ir no show, o que me fez chorar muito.

Antes de a Avril lançar o “Goodbye Lullaby”, seu 4º CD, em março desse ano, eu já tinha o dinheiro pro ingresso reservado. Minha mãe ficou meio “você só vai se for num lugar fechado, esquece se for na Apoteose”, mas eu tava disposta a bater o pé firmemente e ir no show, independente do lugar. Há poucas semanas, eu fiquei radiante quando cheguei em casa da faculdade e minha irmã, como uma espécie de repórter do mundo da música, começou a me contar as novidades do dia. Sua primeira notícia foi “Ju, a Avril vai vir fazer show no Brasil! Tava no site da Atrevida! Até o fim da semana vai ser divulgado o lugar!” Pirei loucamente e, durante essa semana, checava o google o tempo todo pra ver se já tinha saído alguma informação.

Na 5ª feira dessa semana, eu estava na minha aula de Teorias do Significado quando a Tüppÿ, que estava sentada ao meu lado, recebeu uma mensagem da Paula, tão fã de Avril quanto eu, dizendo que o show da Avril ia ser dia 31 de julho no Citbank Hall!!!! Meu primeiro pensamento foi “YEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAH!”, o que se traduziria por “O Citibank fica a quinze minutos da minha casa e minha mãe com certeza vai deixar eu ir!!!”. Meu “YEAH” estava certo e minha mãe não só deixou eu ir como decidiu ir comigo e está aprendendo as músicas do novo cd da Avril.


Ontem, minha mãe foi comprar os ingressos pra mim (eu estava, para variar, na faculdade) e, quando cheguei em casa, fui correndo pro meu quarto pra ver meus ingressos. Quase tive um heart attack quando vi que a minha mãe, ao contrário do que eu esperava, tinha comprado os ingressos para pista Premium, e não para pista comum!

Valeu a pena esperar. Minha primeira vez num show, meu primeiro show vai ser da AVRIL LAVIGNE!! Além disso, vou com duas ou três amigas e isso não poderia ser mais significativo pra mim! Em breve farei um post dizendo tudo o que a Avril significa pra mim. Agora preciso ir, preciso pensar na roupa que usarei no show!!


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pontos de vista...

Eu tava conversando com uma amiga dia desses e parei pra analisar como tudo, realmente, é questão de ponto de vista. Eu posso ficar irritada por não ter pegado o ônibus expresso ou ficar feliz por pegar o ônibus comum e vir sentada e lendo. Eu posso ficar triste por não poder comer tantas besteiras gostosas (passei MUITO MAL devido à minha alimentação na semana passada e agora estou à base de sanduíche natural) ou posso ficar feliz porque a minha alimentação saudável vai evitar uma ponte de safena aos 40 anos.

A minha maior reflexão quanto ao ponto de vista foi, no entanto, ao falar com a minha mãe e a minha irmã. A Gi morre de medo de abelhas desde que uma a ferroou no ano passado e ela estava falando alguma coisa negativa sobre esses insetinhos voadores que insistem em pousar no meu Guaravita, quando minha mãe disse: "Ah, lembra do 'Bee Movie'! Elas não são malvadas!"


Respondi pra minha mãe: "Lembra do 'Meu primeiro amor'..."


É tudo questão de ponto de vista...

terça-feira, 17 de maio de 2011

With a little help from my friends

Primeiramente: DESCUUUULPEM-ME, caros leitores!! Eu sei que o meu ritmo de produção textual diminuiu muito ultimamente (mais especificamente, nesse período), mas isso não é culpa minha! Blame it on PUC! Sério, minhas 7 matérias estão exigindo um volume de leitura incrível... Já perdi a conta dos contos, romances e textos avulsos que tive que ler, e, mesmo assim, não consigo ler tudo. Saio de casa às 06h da manhã e chego às 19h. Yeah, baby, 13 horas fora de casa. E, quando eu chego em casa, eu só quero comer, tomar banho e dormir. Às vezes eu tenho ideias mirabolantes pra alguns textos, mas simplesmente não tenho tempo de fazer o texto! É dura a vida da bailarina...

Mas não é sobre a minha rotina exaustiva que eu quero falar não. É sobre mudar o mundo. E amigos. E mudar o mundo dos seus amigos.

Eu me sinto muito mal quando vejo um morador de rua, mas não sei como mudar a situação dele; parte o meu coração ver a quantidade de animais abandonados que encontramos por aí, mas minha mãe nunca me deixaria levar um cachorro pro meu apartamento razoavelmente pequeno; eu sei que tem pessoas que não têm o que comer nem o que vestir, e, por mais que possamos ajudar essas pessoas, sempre surgirão mais, e mais, e mais. Eu queria acabar com a fome, com a pobreza, com a ignorância, com o aquecimento global, com a poluição, com o desmatamento, com a inflação, com os impostos absurdos, com a corrupção... Eu queria ser capaz de salvar o mundo, mas não me chamo Florzinha, nem Lindinha, nem Docinho, muito menos Capitão América. Eu não sou uma Menina Superpoderosa, não sou a Mulher Maravilha e não posso, sozinha, acabar com nada disso.



Eu pedia muito a Deus que Ele me mostrasse um jeito de fazer a diferença. Há algumas semanas, eu percebi o que Ele queria que eu fizesse: ajudasse quem estivesse precisando de ajuda ao meu redor. Uma menina que eu conhecia mais de vista, num dia, ficou para assistir uma aula que eu fazia, porque ela adorava (adora, na verdade), a professora da matéria. No meio da aula, ela pegou o meu celular, que estava em cima da mesa, e salvou o número dela lá. Mais tarde, no ônibus, mandei uma mensagem pra ela comentando alguma coisa engraçada que a professora tinha falado. Na resposta, ela riu e disse que tinha assistido àquela aula porque não estava muito bem, estava triste e preocupada com algumas coisas. Respondi: “olha, eu sei que a gente não se conhece há muito tempo, mas, se você quiser desabafar, eu sou uma ótima ouvinte”. Ela desabafou, agradeceu por eu ter ouvido ela e por ter me preocupado com ela e, hoje, somos super amigas. Se qualquer uma das duas tem algum problema, a gente manda uma mensagem pra outra na hora e a gente tenta fazer com que a outra fique bem. Eu não sei quem ajuda mais (minha amiga garante que sou eu), mas o fato é que ajudar me faz um bem incrível! E, se eu não tivesse perguntado pra ela, naquele primeiro dia, se ela queria desabafar com alguém, não teria a amizade dela agora. Acreditem, leitores, às vezes a gente só precisa escutar pra ajudar.


Outro exemplo de ajuda que eu acho que fez mais bem a mim do que à pessoa oficialmente ajudada foram as aulas de monitoria que eu dou desde o período passado. Mas, nesse período, por algum motivo, senti que foi mais especial. A minha aluna (que é SUPER FOFA!) é amiga de uma amiga minha e eu ofereci umas aulas quando ela comentou comigo que tinha dificuldades nessa matéria em que eu já dava monitoria. Dei só umas três aulas pra ela, mas essas aulas (geralmente antes das provas) tiraram várias dúvidas que ela tinha, e eu senti que ela ficou um pouco mais confiante pra fazer a prova, o que deu pra perceber pelas notas. Se ela acertou a metade das questões na primeira prova, na segunda ela acertou 80%!!! Cara, ver a mensagem toda empolgada que ela me mandou quando viu a nota no site ou receber um abraço de parabéns mútuo simplesmente não teve preço. Eu fiquei tão feliz por ela!!!

Acho que o último caso que eu tenho pra contar de como é fácil e legal ajudar as pessoas é que eu sempre compro alguma coisa com aqueles caras que vendem balas nos ônibus. Não importa se eu não tô a fim de comer amendoim, não importa se eu só tenho mais um real: a intenção é ajudar aqueles caras. Eu só não compro mesmo em casos extremos (leia-se: quando o meu dinheiro TODO acaba e eu não tenho nem mais um real pra comprar um pacote de TriBala XD). Tá vendo? Ajudar é fácil, simples, pode não custar nada e, garanto, ainda vai te fazer um bem inimaginável! Ao invés de se sentir impotente diante dos super problemas do mundo, observe mais atentamente ao seu redor e veja a quantidade de pessoas que você pode ajudar!!

Só mais uma coisa: se você quer ajudar a melhorar alguma coisa de alguma forma, veja o vídeo abaixo. Não, não é um vídeo fofinho, pelo contrário. Quem conhece o Felipe Neto sabe do que eu tô falando rs. Mas a iniciativa do Felipe é INCRÍVEL e eu acho que todo mundo deveria aderir a essa campanha. Preço justo já!!


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Happy Birthday, Audrey!!


Estou um dia atrasada, eu sei, mas não tive tempo de fazer essa postagem ontem... Então aqui vai. Há 82 anos atrás nascia uma das maiores divas da história do cinema: Audrey Hepburn, a minha atriz preferida. Pra quem não sabe, Audrey não está mais viva, um câncer a matou em janeiro de 1993 (um mês antes de eu nascer). Linda, apesar das orelhas élficas e da magreza, e talvez seu charme fosse justamente não ser tão curvilínea ou fatal como Marilyn ou Bardot.


Seja como diva do cinema e da moda ou seja como embaixatriz da Unicef, Audrey faz falta. E não adianta: por mais que tentem comparar, nunca vai existir outra Audrey...

Impressionante como ela parece uma boneca!

Feliz aniversário, diva!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

O processo

Eu passo todos os dias pela Barra da Tijuca para chegar na faculdade e, como o ônibus geralmente é lotado demais para eu ir sentada e aproveitar uma boa leitura (ou nem tão boa assim, mas whatever), eu vou apreciando a paisagem. Então imaginem a minha surpresa, no ano passado, ao ver que um supermercado Guanabara tinha surgido DO NADA no meio do caminho! Foi literalmente da noite pro dia! Num dia eu passo lá e está tudo normal e, no dia seguinte, TÃ DÃ, um Guanabara novinho em folha!

Eu me senti muito mal por não ter percebido que um supermercado gigante estava sendo construído bem debaixo do meu nariz, mas, cara, a culpa não foi minha. Por que hoje em dia existe uma moda de colocar muros ou afins na frente de grandes obras pra que ninguém veja o que está sendo construído? Ok, pode ser pra evitar que material seja roubado ou que pessoas que não tenham onde morar se apoderem do local e talz, mas vamos partir do pressuposto que os donos das obras simplesmente não queiram que o "público" veja o processo de construção.

A gente não é acostumado a viver o processo. A gente acha que um dia as coisas vão ficar prontas e aí sim vamos começar a viver, e a gente tá sempre esperando as coisas ficarem prontas. A gente quer acabar o colégio, depois a gente quer acabar a faculdade, depois a gente nunca se contenta com o nosso posto no trabalho. Quando a gente tá no posto mais alto, a gente quer a aposentadoria. Mas aí, sinto dizer de forma tão crua, a gente já vai estar com um pé na cova. Aproveite o processo! Não espere as coisas acabarem pra aí sim você ficar feliz, porque, como vi uma vez numa frase do Profile Posters, do finado Orkut, viver não é esperar a tempestade passar, é aprender a dançar na chuva. E quem pensa que só o sol pode trazer a felicidade é porque nunca dançou na chuva...


Ps: fico muito feliz ao passar perto do Barra Shopping e conseguir ver a obra monumental que está sendo feita ali, que se tornará um shopping novo da mesma rede. Não fico feliz por ver que ali vai ser um shopping novo (aliás, o que a Barra da Tijuca menos precisa é de shoppings. E de sinais de trânsito); fico feliz por poder ver a obra e não tomar um susto no dia da inauguração do shopping ;)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

1o aniversário do Pessoa Esdrúxula!!!


Aêêêêêêê!!! O Pessoa Esdrúxula está comemorando hoje um anoooooo!!! Eu sou péssima para desejar feliz aniversário para alguém (ou, nesse caso, para algo), mas vamos lá!



Pode parecer que eu só saí mais surtada de tudo, mas acho realmente que o blog me ajudou muito a organizar meus pensamentos, além de me levar a lugares que eu nunca imaginaria que iria (tipo a uma das páginas da Atrevida *___*). Sem dúvida, desenvolvi bastante a minha escrita aqui e o meu desejo de me formar também em Produção Textual (um nome mais bonito para Formação do Escritor) despertou aqui. Até eu criar o blog, eu não gostava muito de escrever, e confesso que não sabia muito bem o que estava fazendo ao colocar no ar o Pessoa Esdrúxula. Eu não gostava de escrever, não sabia escrever, e, no entanto, cá estou eu! Menos de uma semana depois que criei o blog, vi o quanto ele seria importante para me ajudar a passar pelo que passei no ano passado (nossa, que aliteração bizarra hahaha). Sem dúvida nenhuma, se eu não tivesse meu blog, tudo teria sido muito mais difícil.



Aprendi a mexer no layout do blog (porque que acompanha há muito tempo o blog vai lembrar dos layouts deploráááááveis que tinham aqui antes de eu sair na Atrevida e decidir fazer alguma coisa decente rs), aprendi a escrever, aprendi a gostar de escrever, aprendi muito de mim mesma, em resumo: aprendi. O blog me ajudou muito em muitas coisas. Então, eu quero agradecer a todos que lêem, leram ou irão ler o Pessoa Esdrúxula, aos "seguidores fiéis" e aos leitores esporádicos, aos que me acompanham desde o início, aos que me abandonaram pelo caminho e aos que estão chegando agora, aos que eu conheço pessoalmente e aos que eu conheci pelo blog. MUITO OBRIGADA MEEEEEEESMOOOOOO!!!



Infelizmente, eu estou numa época meio tensa e talvez eu não poste aqui com tanta frequência por um tempo, mas fiquem tranquilos porque o blog não vai acabar (não depois do tanto que ele me ajudou e talz). Bloqueios criativos, três matérias de literatura que exigem todo o meu tempo e algumas outras coisas estão prejudicando minha escrita, então eu peço um pouco de paciência e de compreensão pra vocês.



Bem, é isso! Espero que o Pessoa Esdrúxula possa fazer ainda muitos e muitos anos de vida!!!

Ps: desculpa por tantas fotos nesse post, mas eu simplesmente NÃO PODIA escolher uma só ;)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você tem fome de quê?

Costuma-se acreditar que pão é necessário, água é necessária e casacos são necessários. Não nego que são. Mas, como já disseram os Titãs, a gente não quer só comida. O ser humano tem necessidades maiores que comida, bebida e agasalho. Você pode morrer de fome, você pode morrer de sede, você pode morrer de frio (literalmente, tá?), mas você pode morrer de solidão, você pode morrer de tristeza, você pode morrer de desilusão. Eu canso de ouvir que ninguém morre de amor. Não?! Imagino que muuuuitas pessoas tenham se suicidado por um pé na bunda. Quantas pessoas não matam outras e depois se matam por traição? Amor não mata? Aham, senta lá, Cláudia.


Eu tenho fome de livros, de azeitonas, de cachorros enrugados, de aulas legais, de filmes de animação, de roupas estilosas baratas, de Shanes McCutcheon. Eu tenho fome de seriados inteligentes, de abacaxi, de fofuras. De tolerância, de respeito. Mas, principalmente, eu tenho fome de pessoas.

Calma, calma. Eu não sou uma criatura antropofágica (palavra bonita para dizer “canibal”). Mas eu sinto fome/falta de pessoas legais. AMO meus amigos e sou muito grata por ter todos eles. Mas é quase uma batalha épica para encontrar alguém parecido comigo – eu quase solto fogos de artifício quando estabeleço amizade com alguém que eu tenha pontos em comum. Por mais que eu tenha amigas que são parecidas comigo, amizades nunca são demais. Logo, sinto fome de pessoas.

Sinto fome talvez de ter um relacionamento com alguém (como vocês já viram nos meus últimos posts, estou confusa agora e não sei o que quero nesse âmbito). E, como qualquer fome, esta é incômoda, dolorida, você simplesmente não pode ignorá-la. Não dá pra tentar focar em outra coisa porque a fome tira toda a sua concentração. Você só consegue prestar atenção na fome. Essa não é, entretanto, uma fome que passará com qualquer relacionamento, com qualquer pessoa. Tampouco é uma fome de UM relacionamento específico com UMA pessoa específica que eu tenha em mente. Às vezes eu acho que estou perto de matar essa fome, mas depois vejo que é só ilusão. Que eu não sei por quanto tempo vou ter que suportar essa fome. E eu tenho que aguentar, né? Que outra escolha eu tenho? Morrer de fome?

Só me resta seguir faminta até encontrar alguém. Ou até perceber que já encontrei alguém para matar a minha fome.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Os bons são a maioria

Hoje eu fiquei muito chocada, triste, decepcionada e indignada. Vi um vídeo, que vocês provavelmente vão adivinhar qual é, onde me estarreci com os comentários preconceituosos feitos por uma pessoa de poder no Brasil. Eu poderia ficar aqui o resto da minha tarde e a minha noite inteira criticando esse vídeo, mas isso definitivamente não me faria bem. Quando estava voltando pra casa hoje, estava quase tendo um dos meus surtos no ônibus (quem começou há me seguir há pouco tempo leia os meus textos de agosto do ano passado para descobrir mais dos meus surtos). Enquanto digitava uma mensagem pra Carol Barra, ela me mandou uma mensagem de volta (nossa conexão me assusta demais! Ela sempre me manda uma mensagem quando eu vou mandar uma mensagem pra ela!!!) e eu acabei falando com ela que esse vídeo que eu tinha visto tinha me deixado muito mal mesmo. Ela me respondeu: "Mas te deixou mal por quê? Por ver que ainda tem gente que pensa assim? Tenta olhar pelo outro lado. Pensa que tem gente ainda que pensa isso, mas hoje já tem muita gente que acha isso um absurdo. As manifestações contra ele estão gigantes e são a maioria!"

Depois de ficar ainda pior por causa de uma discussão acerca do vídeo e por ver que existem pessoas perto de mim que pensam daquela forma, eu decidi catar no YouTube um comercial da Coca-Cola que eu ouvi dizer que era bem legal. Bem, vejam vocês mesmos (é só um minutinho, vê aí!)


Às vezes a gente precisa se lembrar de que tem muita coisa bacana no mundo. De que tem muita gente que te machuca e que te faz chorar, mas que tem muita gente que se preocupa de verdade com você e que te faz chorar de tanta fofura. E que é o amor (não no sentido "relação amorosa", mas no sentido "amor pelo próximo") que faz o mundo andar. É de amor que o mundo precisa. Lembremos do Profeta: gentileza gera gentileza.

Carol B., MUITO OBRIGADA por tudo. Meeeeeesmo. Eu não tenho palavras pra te agradecer por toda a sua atenciosidade quando eu estou mal. Obrigada por ser a pessoa fofa que você é. E saiba que você SEMPRE pode contar comigo pro que quiser!

Para terminar no ritmo "fofura", segue abaixo um link que vocês TÊM QUE acessar (eu prometo que vocês não vão se arrepender) e um vídeo mega fofo de dois bebês gêmeos "conversando".

http://www.yahelite.org/lol/screenclean.swf


quarta-feira, 30 de março de 2011

Necessário confuso desabafo

Acho que pela primeira vez na minha vida eu tô parando realmente para analisar e assimilar as coisas. "Racionalmente". Talvez porque o amor ainda não tenha entrado em cena... Talvez porque eu (talvez) tenha conseguido me transformar no que eu tanto ansiava: numa pedra.

Eu tenho medo de amar de novo. Sei que cada caso é um caso, sei que amar é sofrer - porque quem nunca sofreu por amor nunca amou e talz. Mas não adianta. Não adianta vocês tentarem me convencer do contrário. Eu tenho medo de amar. Uma herança cultural misturada a uma herança astrológica - sou pisciana - me fez sofrer patologicamente por amor. Sei que não posso ser determinista ("Sofro por amor porque sou pisciana"), mas acredito que existam influências sim. E quem não acredita por favor não tente me provar que eu sou uma babaca por acreditar nisso. Todos nós somos imbecis em algum nível; esse foi o nível de imbecilidade que eu decidi adotar.

Quando leio uma cantiga de amor ou um poema romântico, me vejo ali. O pior é que sei que aquilo é ultrapassado e, de certa forma, equivocado. Sei que agir daquela forma só vai me trazer mais dor. Mas eu continuo agindo. Ou pelo menos continuava. Não sei como vai ser, pela primeira vez na vida estou pensando que talvez não seja uma boa hora para ter um relacionamento. Eu estou confusa demais em relação a tudo e pela primeira vez estou pensando que talvez possa magoar alguém (Eu?! Magoando alguém?! Nããão, conta outra! Eu sempre sou a magoada, nunca magoo ninguém... Bem, pra tudo na vida tem a sua primeira vez. Ou não, né...).

Às vezes quero um relacionamento duradouro, quero poder me casar e ser feliz com a mesma pessoa para sempre. Mas às vezes me pergunto sobre o quanto dessa ideia não é meio surreal e utópica. No momento, me separo entre um lado que quer namorar eternamente uma pessoa e entre um lado Shane McCutcheon, um lado "I don't do relationships" que simplesmente não quer estar preso a ninguém por... na verdade ainda não descobri qual é o motivo. Eu sempre fui a romântica, a fofa, a que quer flores e bichinhos de pelúcia. De repente, renego isso tudo por falta de paciência, por falta de esperanças e por falta de expectativas. E, talvez, por medo de amar.

E, se por um milagre, alguém surgir na minha vida? Porque a minha vida seria bem capaz de me sacanear desse jeito, me mandando alguém super legal logo assim que eu decidir: não, agora eu não quero ficar com ninguém a sério... Eu vou recusar? Vou dizer: "Olha, você é o máximo, mas eu não quero te magoar, então acho melhor não acontecer nada entre a gente"? Acho essa frase terrível, mas agora realmente entendo quem a diz.

Esse texto não tem valor literário, é um desabafo que precisava fazer para ordenar meus pensamentos. Então, por favor, eu espero que vocês não me julguem. Eu estou muito confusa no momento e, acreditem, essa coisa de não querer namorar é algo inteiramente novo na minha vida - e, como tudo o que é novo, é assustador. Não me recriminem. E talvez isso possa parecer meio contrário ao que eu disse no último post, mas não é. Não acho que ficar seja errado. Foi como eu disse: eu sei que atração - pura e forte atração - existe. E algo pode surgir daí sim. Minha reflexão do último post foi sobre a rapidez com que as coisas acontecem, não sobre o ficar em si.



Sei lá, estou no espírito "Só sei que nada sei"...

terça-feira, 29 de março de 2011

Se o cara não te ama até agora...

Ouvindo outro dia, por acaso, a música "Never Ever", da Ciara, parei para analisar a letra e vi como eu discordo do refrão: "If that boy don't love you by now / He will never ever, never ever love you" (algo como: "Se aquele cara até agora não te ama / Ele nunca vai, jamais vai te amar").

Ok, primeiramente uma pequena explicação sobre o meu gosto músical: eu não ouço Ciara (por sinal, acho essa música um porre) e dificilmente ouço essas músicas de hip hop pop que eu nunca sei como classificar. Mas é inevitável que a gente acabe ouvindo essas músicas no rádio ou na TV... Anyway.

Voltando à minha reflexão: eu acho que esse refrão simboliza bem uma das noções de amor existentes hoje. A gente quer um(a) namorado(a) AGORA, ou melhor, pra ontem!! A gente quer conhecer num dia, ficar no mesmo dia, namorar um mês depois, se casar em um ano (SE demorar tudo isso) e se divorciar menos de um ano depois (SE durar isso tudo também...). É como se tivessem colocado um catalisador nas nossas relações amorosas.

Cupido catalisador XD

Eu sinto falta do início da minha adolescência, quando havia todo um processo relativamente lento para ficar/namorar com alguém. Não quero dar uma de vovó nostálgica e dizer: "Ah, no meu tempo não era assim!" - até mesmo porque eu estaria mentindo descaradamente. É claro que existiam adolescentes há 6, 7 anos atrás que conheciam uma pessoa e no mesmo dia ficavam com ela. E também não estou recriminando ferrenhamente quem faz isso: atração forte existe e eu tenho plena consciência disso. Mas é que é tão bom você ir conhecendo aos poucos aquele garoto ou aquela garota especial, ir estabelecendo amizade, deixar as coisas aconteceram naturalmente (como diz o pagode rs), sem pressa ou compromisso. Hoje em dia, com raríssimas exceções, o que eu mais vejo são pessoas que começam a namorar do nada.

Na minha opinião, é justamente devido a essa falta de conhecimento que os relacionamentos hoje em dia não duram muito tempo (por favor, é óbvio que existem outros fatores, mas esse eu acho que é o principal). As pessoas começam a namorar sem se conhecer, e, quando o(a) fulano(a) tem uma atitude inesperada e imprevista, o relacionamento acaba. Se as pessoas se conhecessem um pouco mais antes de estabelecerem um relacionamento amoroso, estes durariam bem mais...

Eu sempre acabo oscilando entre "AAAAAH, EU QUERO ALGUÉM!" e "Tô tranquila, uma hora chega uma Shane pra mim" (que é como eu estou agora). Mas estou REALMENTE disposta a esperar, a deixar as coisas progredirem sem pressa, sem catalisadores, sem tempo.

Um dia ela ainda será minha hahaha
Então, bees, se o cara não te ama até agora, ele talvez só esteja dando tempo ao tempo. Talvez ele só queira te conhecer melhor e estabelecer amizade com você antes de tentar qualquer coisa. You may say I'm a dreamer (momento "pausa-para-cantar-Imagine"), mas, por incrível que pareça, ainda existem pessoas assim no mundo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Felicidade Clandestina

Vivemos no país do Carnaval, do samba, do futebol. Coisas aparentemente felizes, certo? Porque o brasileiro é feliz, né? O brasileiro é carismático, alegre, pra cima e tudo o mais. Não, leitores, não. O Brasil é o país dos ônibus lotados, da corrupção comendo solta, das impunidades, do compadrismo e da falta de educação (educação aqui num sentido de escola, de escolaridade). É claro que tem o carnaval, o samba e o futebol, mas o Brasil não se reduz a isso. Então por que mostrar só a face feliz?




Temos uma obrigação implícita de sermos felizes, porque “o brasileiro é um povo feliz”. Como eu DETESTO generalizações. “Baianos são preguiçosos”, “Cariocas são vagabundos”, “Paulistas são workaholics”, “gaúchos são preconceituosos” e “o brasileiro é feliz”. Há uma NECESSIDADE de ser feliz. Não estou dizendo que temos de buscar a infelicidade e andar tristes e taciturnos, mas essa ditadura da felicidade é algo insuportável! Como já diz uma música do Ira!, eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.

Temos muitos demônios interiores a serem exorcizados (por favor, isso é uma metáfora! Não levem para o lado religioso!). Temos dúvidas, questionamentos, falhas, erramos, fazemos besteira, nos arrependemos... Não somos perfeitos e, sinceramente, eu nem desejo ser. Num conto da Clarice Lispector (que não lembro agora qual é), vemos que tentar manter a vida arrumadinha é inútil. Nós não somos arrumadinhos! No conto, uma mulher passa pelo Jardim Botânico e se espanta com a putrefação e a vida do local – e com a putrefação que faz com que a vida exista (é só com a morte das coisas que novas coisas podem surgir). Poisé, leitores. A vida não é cheirosinha e feliz. A vida pode ser (e é) muito boa sim, mas não é 24h por dia, 365 dias por ano. Então vamos parar de mostrar apenas esse lado da vida, ok? Vamos parar com essa coisa de placa de “Sorria, você está na Barra da Tijuca”. O brasileiro é chutado eternamente, tem que pegar 500 meios de transportes para chegar ao trabalho, recebe um salário indigno, não temos acesso a boas escolas ou a bons hospitais gratuitamente... E TEMOS QUE SER FELIZES? WHAT THE FUCK? Nãããããão!

Além disso, há um padrão para sermos felizes. Seremos felizes se tivermos um carro X., um homem Y., uma casa Z. e por aí vai. Não podemos fugir do padrão. Se você quiser andar de ônibus, não quiser um homem e sim outra mulher e se não quiser uma cobertura na Zona Sul, então que tipo de pessoa é você? A nossa cultura nos diz tudo isso porque, bem, a cultura é o controle da sociedade.

A nossa cultura estabelece um discurso moralista de controlar o outro. Controlar seus desejos, o que ele veste, o que ele tem, com quem ele dorme, o que ele pensa sobre determinados aspectos sobre a vida. E controlar aqui significa “vigiar e punir”, numa perfeita sociedade do “Big Brother”, não do reality show da Globo, mas sim da, ahn... Instituição do livro “1984”, do George Orwell.

E mais: hábitos culturais não  necessariamente devem ser entendidos/aceitos por todos. Como a Freak Girl disse em seu primeiro post: "É muito difícil morar no Brasil e não gostar dessas coisas (futebol, carnaval e álcool), mas eu acho que do mesmo jeito que os que gostam têm o direito de gostar, eu tenho o direito de não gostar." Não gosto de futebol, não gosto de carnaval, não gosto de álcool, não gosto de funk, axé ou pagode e acho que o brasileiro é muito mais que essa noção estereotipada de felicidade.