sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E se eu não morresse amanhã?

Obs.: O título do post é baseado no poema “Se eu morresse amanhã”, do Álvares de Azevedo (poeta brasileiro da 2ª geração romântica).

Sempre tive uma ânsia muito forte por aproveitar minha vida ao máximo, viver cada dia como se fosse o último, ver “o lado bom do lado ruim” (se você não conhece o desenho “Ruby Gloom” - foto ao lado-, essa frase é da abertura do programa. E procure ver, é muito fofinho!). Tudo isso porque eu não quero ter muitos arrependimentos quando eu for embora desse mundo. Com esses pensamentos, comecei a atropelar tudo, comecei a fazer algumas coisas antes do tempo com a frase “E se eu morrer amanhã?” soando na minha cabeça. Mas e o contrário? E se eu não morrer amanhã?

Uma das coisas que agora eu tenho em mente é que tudo tem seu tempo. Não estou dizendo de forma alguma que devemos ficar sentados vendo a vida passar porque “o que tiver que acontecer vai acontecer”. Não! Mas não é pra gente ficar desesperado com coisas de um futuro distante; não é pra gente atropelar um relacionamento; não é pra gente querer fazer mil coisas ao mesmo tempo. Vamos aprender com a Mamãe Natureza e vamos pensar que quando fazemos coisas fora do seu tempo, é como se estivéssemos comendo uma fruta verde. E mesmo que fosse o último dia da sua vida, você gostaria de comer uma manga (ou uma goiaba, uma banana ou qualquer fruta da sua preferência) que não estivesse madura? Provavelmente não, mesmo que fosse sua comida preferida. Ainda que comesse, o gosto não seria tão bom... Por isso a importância de esperar (mas também não podemos esperar muito: imagino que comer uma fruta podre não deva ser nem um pouco agradável).

Se você fizer uma m. gigantesca pensando “Ah, mas eu nunca fiz isso! E se eu morrer amanhã?”, reflita no oposto: “E se eu não morrer amanhã?”. Aí você vai ter que arcar com as consequências da m. gigantesca... Existem coisas para as quais é válida essa frase “E se eu morrer amanhã?”. Comer algo novo, passar por um caminho diferente, conhecer uma pessoa nova etc. Mas o meu foco aqui é nos relacionamentos e o meu conselho é: espere a fruta ficar madura para degustá-la. Senão você pode ter uma dor de barriga horrível no dia seguinte :D

3 comentários:

  1. Ótimo texto Juliana!

    A quantidade de adolescentes e jovens que eu vejo ou conheço que adotam a filosofia do "Carpe Diem" sem ter bom senso, cresce cada vez mais. Parece que de repente eles soltam um especial super mega power plus de consumir tudo pela frente no mundo do entreterimento...ou melhor definindo...da "diversão", uma palavra com semantica mais informal.

    Mas eu confesso que com relacionamentos eu tinha meus problemas. Comi a fruta antes da hora hauhauhahuaha! Que tristeza...pois é...sofri todas as consequencias disso...até a dor de barriga do dia seguinte deu! rsrsrsrs
    Mas a dor de cabeça foi bem pior.
    Aprendi a lição.

    Beijos Ju!
    A gente se vê!

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