terça-feira, 17 de maio de 2011

With a little help from my friends

Primeiramente: DESCUUUULPEM-ME, caros leitores!! Eu sei que o meu ritmo de produção textual diminuiu muito ultimamente (mais especificamente, nesse período), mas isso não é culpa minha! Blame it on PUC! Sério, minhas 7 matérias estão exigindo um volume de leitura incrível... Já perdi a conta dos contos, romances e textos avulsos que tive que ler, e, mesmo assim, não consigo ler tudo. Saio de casa às 06h da manhã e chego às 19h. Yeah, baby, 13 horas fora de casa. E, quando eu chego em casa, eu só quero comer, tomar banho e dormir. Às vezes eu tenho ideias mirabolantes pra alguns textos, mas simplesmente não tenho tempo de fazer o texto! É dura a vida da bailarina...

Mas não é sobre a minha rotina exaustiva que eu quero falar não. É sobre mudar o mundo. E amigos. E mudar o mundo dos seus amigos.

Eu me sinto muito mal quando vejo um morador de rua, mas não sei como mudar a situação dele; parte o meu coração ver a quantidade de animais abandonados que encontramos por aí, mas minha mãe nunca me deixaria levar um cachorro pro meu apartamento razoavelmente pequeno; eu sei que tem pessoas que não têm o que comer nem o que vestir, e, por mais que possamos ajudar essas pessoas, sempre surgirão mais, e mais, e mais. Eu queria acabar com a fome, com a pobreza, com a ignorância, com o aquecimento global, com a poluição, com o desmatamento, com a inflação, com os impostos absurdos, com a corrupção... Eu queria ser capaz de salvar o mundo, mas não me chamo Florzinha, nem Lindinha, nem Docinho, muito menos Capitão América. Eu não sou uma Menina Superpoderosa, não sou a Mulher Maravilha e não posso, sozinha, acabar com nada disso.



Eu pedia muito a Deus que Ele me mostrasse um jeito de fazer a diferença. Há algumas semanas, eu percebi o que Ele queria que eu fizesse: ajudasse quem estivesse precisando de ajuda ao meu redor. Uma menina que eu conhecia mais de vista, num dia, ficou para assistir uma aula que eu fazia, porque ela adorava (adora, na verdade), a professora da matéria. No meio da aula, ela pegou o meu celular, que estava em cima da mesa, e salvou o número dela lá. Mais tarde, no ônibus, mandei uma mensagem pra ela comentando alguma coisa engraçada que a professora tinha falado. Na resposta, ela riu e disse que tinha assistido àquela aula porque não estava muito bem, estava triste e preocupada com algumas coisas. Respondi: “olha, eu sei que a gente não se conhece há muito tempo, mas, se você quiser desabafar, eu sou uma ótima ouvinte”. Ela desabafou, agradeceu por eu ter ouvido ela e por ter me preocupado com ela e, hoje, somos super amigas. Se qualquer uma das duas tem algum problema, a gente manda uma mensagem pra outra na hora e a gente tenta fazer com que a outra fique bem. Eu não sei quem ajuda mais (minha amiga garante que sou eu), mas o fato é que ajudar me faz um bem incrível! E, se eu não tivesse perguntado pra ela, naquele primeiro dia, se ela queria desabafar com alguém, não teria a amizade dela agora. Acreditem, leitores, às vezes a gente só precisa escutar pra ajudar.


Outro exemplo de ajuda que eu acho que fez mais bem a mim do que à pessoa oficialmente ajudada foram as aulas de monitoria que eu dou desde o período passado. Mas, nesse período, por algum motivo, senti que foi mais especial. A minha aluna (que é SUPER FOFA!) é amiga de uma amiga minha e eu ofereci umas aulas quando ela comentou comigo que tinha dificuldades nessa matéria em que eu já dava monitoria. Dei só umas três aulas pra ela, mas essas aulas (geralmente antes das provas) tiraram várias dúvidas que ela tinha, e eu senti que ela ficou um pouco mais confiante pra fazer a prova, o que deu pra perceber pelas notas. Se ela acertou a metade das questões na primeira prova, na segunda ela acertou 80%!!! Cara, ver a mensagem toda empolgada que ela me mandou quando viu a nota no site ou receber um abraço de parabéns mútuo simplesmente não teve preço. Eu fiquei tão feliz por ela!!!

Acho que o último caso que eu tenho pra contar de como é fácil e legal ajudar as pessoas é que eu sempre compro alguma coisa com aqueles caras que vendem balas nos ônibus. Não importa se eu não tô a fim de comer amendoim, não importa se eu só tenho mais um real: a intenção é ajudar aqueles caras. Eu só não compro mesmo em casos extremos (leia-se: quando o meu dinheiro TODO acaba e eu não tenho nem mais um real pra comprar um pacote de TriBala XD). Tá vendo? Ajudar é fácil, simples, pode não custar nada e, garanto, ainda vai te fazer um bem inimaginável! Ao invés de se sentir impotente diante dos super problemas do mundo, observe mais atentamente ao seu redor e veja a quantidade de pessoas que você pode ajudar!!

Só mais uma coisa: se você quer ajudar a melhorar alguma coisa de alguma forma, veja o vídeo abaixo. Não, não é um vídeo fofinho, pelo contrário. Quem conhece o Felipe Neto sabe do que eu tô falando rs. Mas a iniciativa do Felipe é INCRÍVEL e eu acho que todo mundo deveria aderir a essa campanha. Preço justo já!!


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Happy Birthday, Audrey!!


Estou um dia atrasada, eu sei, mas não tive tempo de fazer essa postagem ontem... Então aqui vai. Há 82 anos atrás nascia uma das maiores divas da história do cinema: Audrey Hepburn, a minha atriz preferida. Pra quem não sabe, Audrey não está mais viva, um câncer a matou em janeiro de 1993 (um mês antes de eu nascer). Linda, apesar das orelhas élficas e da magreza, e talvez seu charme fosse justamente não ser tão curvilínea ou fatal como Marilyn ou Bardot.


Seja como diva do cinema e da moda ou seja como embaixatriz da Unicef, Audrey faz falta. E não adianta: por mais que tentem comparar, nunca vai existir outra Audrey...

Impressionante como ela parece uma boneca!

Feliz aniversário, diva!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

O processo

Eu passo todos os dias pela Barra da Tijuca para chegar na faculdade e, como o ônibus geralmente é lotado demais para eu ir sentada e aproveitar uma boa leitura (ou nem tão boa assim, mas whatever), eu vou apreciando a paisagem. Então imaginem a minha surpresa, no ano passado, ao ver que um supermercado Guanabara tinha surgido DO NADA no meio do caminho! Foi literalmente da noite pro dia! Num dia eu passo lá e está tudo normal e, no dia seguinte, TÃ DÃ, um Guanabara novinho em folha!

Eu me senti muito mal por não ter percebido que um supermercado gigante estava sendo construído bem debaixo do meu nariz, mas, cara, a culpa não foi minha. Por que hoje em dia existe uma moda de colocar muros ou afins na frente de grandes obras pra que ninguém veja o que está sendo construído? Ok, pode ser pra evitar que material seja roubado ou que pessoas que não tenham onde morar se apoderem do local e talz, mas vamos partir do pressuposto que os donos das obras simplesmente não queiram que o "público" veja o processo de construção.

A gente não é acostumado a viver o processo. A gente acha que um dia as coisas vão ficar prontas e aí sim vamos começar a viver, e a gente tá sempre esperando as coisas ficarem prontas. A gente quer acabar o colégio, depois a gente quer acabar a faculdade, depois a gente nunca se contenta com o nosso posto no trabalho. Quando a gente tá no posto mais alto, a gente quer a aposentadoria. Mas aí, sinto dizer de forma tão crua, a gente já vai estar com um pé na cova. Aproveite o processo! Não espere as coisas acabarem pra aí sim você ficar feliz, porque, como vi uma vez numa frase do Profile Posters, do finado Orkut, viver não é esperar a tempestade passar, é aprender a dançar na chuva. E quem pensa que só o sol pode trazer a felicidade é porque nunca dançou na chuva...


Ps: fico muito feliz ao passar perto do Barra Shopping e conseguir ver a obra monumental que está sendo feita ali, que se tornará um shopping novo da mesma rede. Não fico feliz por ver que ali vai ser um shopping novo (aliás, o que a Barra da Tijuca menos precisa é de shoppings. E de sinais de trânsito); fico feliz por poder ver a obra e não tomar um susto no dia da inauguração do shopping ;)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

1o aniversário do Pessoa Esdrúxula!!!


Aêêêêêêê!!! O Pessoa Esdrúxula está comemorando hoje um anoooooo!!! Eu sou péssima para desejar feliz aniversário para alguém (ou, nesse caso, para algo), mas vamos lá!



Pode parecer que eu só saí mais surtada de tudo, mas acho realmente que o blog me ajudou muito a organizar meus pensamentos, além de me levar a lugares que eu nunca imaginaria que iria (tipo a uma das páginas da Atrevida *___*). Sem dúvida, desenvolvi bastante a minha escrita aqui e o meu desejo de me formar também em Produção Textual (um nome mais bonito para Formação do Escritor) despertou aqui. Até eu criar o blog, eu não gostava muito de escrever, e confesso que não sabia muito bem o que estava fazendo ao colocar no ar o Pessoa Esdrúxula. Eu não gostava de escrever, não sabia escrever, e, no entanto, cá estou eu! Menos de uma semana depois que criei o blog, vi o quanto ele seria importante para me ajudar a passar pelo que passei no ano passado (nossa, que aliteração bizarra hahaha). Sem dúvida nenhuma, se eu não tivesse meu blog, tudo teria sido muito mais difícil.



Aprendi a mexer no layout do blog (porque que acompanha há muito tempo o blog vai lembrar dos layouts deploráááááveis que tinham aqui antes de eu sair na Atrevida e decidir fazer alguma coisa decente rs), aprendi a escrever, aprendi a gostar de escrever, aprendi muito de mim mesma, em resumo: aprendi. O blog me ajudou muito em muitas coisas. Então, eu quero agradecer a todos que lêem, leram ou irão ler o Pessoa Esdrúxula, aos "seguidores fiéis" e aos leitores esporádicos, aos que me acompanham desde o início, aos que me abandonaram pelo caminho e aos que estão chegando agora, aos que eu conheço pessoalmente e aos que eu conheci pelo blog. MUITO OBRIGADA MEEEEEEESMOOOOOO!!!



Infelizmente, eu estou numa época meio tensa e talvez eu não poste aqui com tanta frequência por um tempo, mas fiquem tranquilos porque o blog não vai acabar (não depois do tanto que ele me ajudou e talz). Bloqueios criativos, três matérias de literatura que exigem todo o meu tempo e algumas outras coisas estão prejudicando minha escrita, então eu peço um pouco de paciência e de compreensão pra vocês.



Bem, é isso! Espero que o Pessoa Esdrúxula possa fazer ainda muitos e muitos anos de vida!!!

Ps: desculpa por tantas fotos nesse post, mas eu simplesmente NÃO PODIA escolher uma só ;)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você tem fome de quê?

Costuma-se acreditar que pão é necessário, água é necessária e casacos são necessários. Não nego que são. Mas, como já disseram os Titãs, a gente não quer só comida. O ser humano tem necessidades maiores que comida, bebida e agasalho. Você pode morrer de fome, você pode morrer de sede, você pode morrer de frio (literalmente, tá?), mas você pode morrer de solidão, você pode morrer de tristeza, você pode morrer de desilusão. Eu canso de ouvir que ninguém morre de amor. Não?! Imagino que muuuuitas pessoas tenham se suicidado por um pé na bunda. Quantas pessoas não matam outras e depois se matam por traição? Amor não mata? Aham, senta lá, Cláudia.


Eu tenho fome de livros, de azeitonas, de cachorros enrugados, de aulas legais, de filmes de animação, de roupas estilosas baratas, de Shanes McCutcheon. Eu tenho fome de seriados inteligentes, de abacaxi, de fofuras. De tolerância, de respeito. Mas, principalmente, eu tenho fome de pessoas.

Calma, calma. Eu não sou uma criatura antropofágica (palavra bonita para dizer “canibal”). Mas eu sinto fome/falta de pessoas legais. AMO meus amigos e sou muito grata por ter todos eles. Mas é quase uma batalha épica para encontrar alguém parecido comigo – eu quase solto fogos de artifício quando estabeleço amizade com alguém que eu tenha pontos em comum. Por mais que eu tenha amigas que são parecidas comigo, amizades nunca são demais. Logo, sinto fome de pessoas.

Sinto fome talvez de ter um relacionamento com alguém (como vocês já viram nos meus últimos posts, estou confusa agora e não sei o que quero nesse âmbito). E, como qualquer fome, esta é incômoda, dolorida, você simplesmente não pode ignorá-la. Não dá pra tentar focar em outra coisa porque a fome tira toda a sua concentração. Você só consegue prestar atenção na fome. Essa não é, entretanto, uma fome que passará com qualquer relacionamento, com qualquer pessoa. Tampouco é uma fome de UM relacionamento específico com UMA pessoa específica que eu tenha em mente. Às vezes eu acho que estou perto de matar essa fome, mas depois vejo que é só ilusão. Que eu não sei por quanto tempo vou ter que suportar essa fome. E eu tenho que aguentar, né? Que outra escolha eu tenho? Morrer de fome?

Só me resta seguir faminta até encontrar alguém. Ou até perceber que já encontrei alguém para matar a minha fome.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Os bons são a maioria

Hoje eu fiquei muito chocada, triste, decepcionada e indignada. Vi um vídeo, que vocês provavelmente vão adivinhar qual é, onde me estarreci com os comentários preconceituosos feitos por uma pessoa de poder no Brasil. Eu poderia ficar aqui o resto da minha tarde e a minha noite inteira criticando esse vídeo, mas isso definitivamente não me faria bem. Quando estava voltando pra casa hoje, estava quase tendo um dos meus surtos no ônibus (quem começou há me seguir há pouco tempo leia os meus textos de agosto do ano passado para descobrir mais dos meus surtos). Enquanto digitava uma mensagem pra Carol Barra, ela me mandou uma mensagem de volta (nossa conexão me assusta demais! Ela sempre me manda uma mensagem quando eu vou mandar uma mensagem pra ela!!!) e eu acabei falando com ela que esse vídeo que eu tinha visto tinha me deixado muito mal mesmo. Ela me respondeu: "Mas te deixou mal por quê? Por ver que ainda tem gente que pensa assim? Tenta olhar pelo outro lado. Pensa que tem gente ainda que pensa isso, mas hoje já tem muita gente que acha isso um absurdo. As manifestações contra ele estão gigantes e são a maioria!"

Depois de ficar ainda pior por causa de uma discussão acerca do vídeo e por ver que existem pessoas perto de mim que pensam daquela forma, eu decidi catar no YouTube um comercial da Coca-Cola que eu ouvi dizer que era bem legal. Bem, vejam vocês mesmos (é só um minutinho, vê aí!)


Às vezes a gente precisa se lembrar de que tem muita coisa bacana no mundo. De que tem muita gente que te machuca e que te faz chorar, mas que tem muita gente que se preocupa de verdade com você e que te faz chorar de tanta fofura. E que é o amor (não no sentido "relação amorosa", mas no sentido "amor pelo próximo") que faz o mundo andar. É de amor que o mundo precisa. Lembremos do Profeta: gentileza gera gentileza.

Carol B., MUITO OBRIGADA por tudo. Meeeeeesmo. Eu não tenho palavras pra te agradecer por toda a sua atenciosidade quando eu estou mal. Obrigada por ser a pessoa fofa que você é. E saiba que você SEMPRE pode contar comigo pro que quiser!

Para terminar no ritmo "fofura", segue abaixo um link que vocês TÊM QUE acessar (eu prometo que vocês não vão se arrepender) e um vídeo mega fofo de dois bebês gêmeos "conversando".

http://www.yahelite.org/lol/screenclean.swf


quarta-feira, 30 de março de 2011

Necessário confuso desabafo

Acho que pela primeira vez na minha vida eu tô parando realmente para analisar e assimilar as coisas. "Racionalmente". Talvez porque o amor ainda não tenha entrado em cena... Talvez porque eu (talvez) tenha conseguido me transformar no que eu tanto ansiava: numa pedra.

Eu tenho medo de amar de novo. Sei que cada caso é um caso, sei que amar é sofrer - porque quem nunca sofreu por amor nunca amou e talz. Mas não adianta. Não adianta vocês tentarem me convencer do contrário. Eu tenho medo de amar. Uma herança cultural misturada a uma herança astrológica - sou pisciana - me fez sofrer patologicamente por amor. Sei que não posso ser determinista ("Sofro por amor porque sou pisciana"), mas acredito que existam influências sim. E quem não acredita por favor não tente me provar que eu sou uma babaca por acreditar nisso. Todos nós somos imbecis em algum nível; esse foi o nível de imbecilidade que eu decidi adotar.

Quando leio uma cantiga de amor ou um poema romântico, me vejo ali. O pior é que sei que aquilo é ultrapassado e, de certa forma, equivocado. Sei que agir daquela forma só vai me trazer mais dor. Mas eu continuo agindo. Ou pelo menos continuava. Não sei como vai ser, pela primeira vez na vida estou pensando que talvez não seja uma boa hora para ter um relacionamento. Eu estou confusa demais em relação a tudo e pela primeira vez estou pensando que talvez possa magoar alguém (Eu?! Magoando alguém?! Nããão, conta outra! Eu sempre sou a magoada, nunca magoo ninguém... Bem, pra tudo na vida tem a sua primeira vez. Ou não, né...).

Às vezes quero um relacionamento duradouro, quero poder me casar e ser feliz com a mesma pessoa para sempre. Mas às vezes me pergunto sobre o quanto dessa ideia não é meio surreal e utópica. No momento, me separo entre um lado que quer namorar eternamente uma pessoa e entre um lado Shane McCutcheon, um lado "I don't do relationships" que simplesmente não quer estar preso a ninguém por... na verdade ainda não descobri qual é o motivo. Eu sempre fui a romântica, a fofa, a que quer flores e bichinhos de pelúcia. De repente, renego isso tudo por falta de paciência, por falta de esperanças e por falta de expectativas. E, talvez, por medo de amar.

E, se por um milagre, alguém surgir na minha vida? Porque a minha vida seria bem capaz de me sacanear desse jeito, me mandando alguém super legal logo assim que eu decidir: não, agora eu não quero ficar com ninguém a sério... Eu vou recusar? Vou dizer: "Olha, você é o máximo, mas eu não quero te magoar, então acho melhor não acontecer nada entre a gente"? Acho essa frase terrível, mas agora realmente entendo quem a diz.

Esse texto não tem valor literário, é um desabafo que precisava fazer para ordenar meus pensamentos. Então, por favor, eu espero que vocês não me julguem. Eu estou muito confusa no momento e, acreditem, essa coisa de não querer namorar é algo inteiramente novo na minha vida - e, como tudo o que é novo, é assustador. Não me recriminem. E talvez isso possa parecer meio contrário ao que eu disse no último post, mas não é. Não acho que ficar seja errado. Foi como eu disse: eu sei que atração - pura e forte atração - existe. E algo pode surgir daí sim. Minha reflexão do último post foi sobre a rapidez com que as coisas acontecem, não sobre o ficar em si.



Sei lá, estou no espírito "Só sei que nada sei"...

terça-feira, 29 de março de 2011

Se o cara não te ama até agora...

Ouvindo outro dia, por acaso, a música "Never Ever", da Ciara, parei para analisar a letra e vi como eu discordo do refrão: "If that boy don't love you by now / He will never ever, never ever love you" (algo como: "Se aquele cara até agora não te ama / Ele nunca vai, jamais vai te amar").

Ok, primeiramente uma pequena explicação sobre o meu gosto músical: eu não ouço Ciara (por sinal, acho essa música um porre) e dificilmente ouço essas músicas de hip hop pop que eu nunca sei como classificar. Mas é inevitável que a gente acabe ouvindo essas músicas no rádio ou na TV... Anyway.

Voltando à minha reflexão: eu acho que esse refrão simboliza bem uma das noções de amor existentes hoje. A gente quer um(a) namorado(a) AGORA, ou melhor, pra ontem!! A gente quer conhecer num dia, ficar no mesmo dia, namorar um mês depois, se casar em um ano (SE demorar tudo isso) e se divorciar menos de um ano depois (SE durar isso tudo também...). É como se tivessem colocado um catalisador nas nossas relações amorosas.

Cupido catalisador XD

Eu sinto falta do início da minha adolescência, quando havia todo um processo relativamente lento para ficar/namorar com alguém. Não quero dar uma de vovó nostálgica e dizer: "Ah, no meu tempo não era assim!" - até mesmo porque eu estaria mentindo descaradamente. É claro que existiam adolescentes há 6, 7 anos atrás que conheciam uma pessoa e no mesmo dia ficavam com ela. E também não estou recriminando ferrenhamente quem faz isso: atração forte existe e eu tenho plena consciência disso. Mas é que é tão bom você ir conhecendo aos poucos aquele garoto ou aquela garota especial, ir estabelecendo amizade, deixar as coisas aconteceram naturalmente (como diz o pagode rs), sem pressa ou compromisso. Hoje em dia, com raríssimas exceções, o que eu mais vejo são pessoas que começam a namorar do nada.

Na minha opinião, é justamente devido a essa falta de conhecimento que os relacionamentos hoje em dia não duram muito tempo (por favor, é óbvio que existem outros fatores, mas esse eu acho que é o principal). As pessoas começam a namorar sem se conhecer, e, quando o(a) fulano(a) tem uma atitude inesperada e imprevista, o relacionamento acaba. Se as pessoas se conhecessem um pouco mais antes de estabelecerem um relacionamento amoroso, estes durariam bem mais...

Eu sempre acabo oscilando entre "AAAAAH, EU QUERO ALGUÉM!" e "Tô tranquila, uma hora chega uma Shane pra mim" (que é como eu estou agora). Mas estou REALMENTE disposta a esperar, a deixar as coisas progredirem sem pressa, sem catalisadores, sem tempo.

Um dia ela ainda será minha hahaha
Então, bees, se o cara não te ama até agora, ele talvez só esteja dando tempo ao tempo. Talvez ele só queira te conhecer melhor e estabelecer amizade com você antes de tentar qualquer coisa. You may say I'm a dreamer (momento "pausa-para-cantar-Imagine"), mas, por incrível que pareça, ainda existem pessoas assim no mundo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Felicidade Clandestina

Vivemos no país do Carnaval, do samba, do futebol. Coisas aparentemente felizes, certo? Porque o brasileiro é feliz, né? O brasileiro é carismático, alegre, pra cima e tudo o mais. Não, leitores, não. O Brasil é o país dos ônibus lotados, da corrupção comendo solta, das impunidades, do compadrismo e da falta de educação (educação aqui num sentido de escola, de escolaridade). É claro que tem o carnaval, o samba e o futebol, mas o Brasil não se reduz a isso. Então por que mostrar só a face feliz?




Temos uma obrigação implícita de sermos felizes, porque “o brasileiro é um povo feliz”. Como eu DETESTO generalizações. “Baianos são preguiçosos”, “Cariocas são vagabundos”, “Paulistas são workaholics”, “gaúchos são preconceituosos” e “o brasileiro é feliz”. Há uma NECESSIDADE de ser feliz. Não estou dizendo que temos de buscar a infelicidade e andar tristes e taciturnos, mas essa ditadura da felicidade é algo insuportável! Como já diz uma música do Ira!, eu não consigo ser alegre o tempo inteiro.

Temos muitos demônios interiores a serem exorcizados (por favor, isso é uma metáfora! Não levem para o lado religioso!). Temos dúvidas, questionamentos, falhas, erramos, fazemos besteira, nos arrependemos... Não somos perfeitos e, sinceramente, eu nem desejo ser. Num conto da Clarice Lispector (que não lembro agora qual é), vemos que tentar manter a vida arrumadinha é inútil. Nós não somos arrumadinhos! No conto, uma mulher passa pelo Jardim Botânico e se espanta com a putrefação e a vida do local – e com a putrefação que faz com que a vida exista (é só com a morte das coisas que novas coisas podem surgir). Poisé, leitores. A vida não é cheirosinha e feliz. A vida pode ser (e é) muito boa sim, mas não é 24h por dia, 365 dias por ano. Então vamos parar de mostrar apenas esse lado da vida, ok? Vamos parar com essa coisa de placa de “Sorria, você está na Barra da Tijuca”. O brasileiro é chutado eternamente, tem que pegar 500 meios de transportes para chegar ao trabalho, recebe um salário indigno, não temos acesso a boas escolas ou a bons hospitais gratuitamente... E TEMOS QUE SER FELIZES? WHAT THE FUCK? Nãããããão!

Além disso, há um padrão para sermos felizes. Seremos felizes se tivermos um carro X., um homem Y., uma casa Z. e por aí vai. Não podemos fugir do padrão. Se você quiser andar de ônibus, não quiser um homem e sim outra mulher e se não quiser uma cobertura na Zona Sul, então que tipo de pessoa é você? A nossa cultura nos diz tudo isso porque, bem, a cultura é o controle da sociedade.

A nossa cultura estabelece um discurso moralista de controlar o outro. Controlar seus desejos, o que ele veste, o que ele tem, com quem ele dorme, o que ele pensa sobre determinados aspectos sobre a vida. E controlar aqui significa “vigiar e punir”, numa perfeita sociedade do “Big Brother”, não do reality show da Globo, mas sim da, ahn... Instituição do livro “1984”, do George Orwell.

E mais: hábitos culturais não  necessariamente devem ser entendidos/aceitos por todos. Como a Freak Girl disse em seu primeiro post: "É muito difícil morar no Brasil e não gostar dessas coisas (futebol, carnaval e álcool), mas eu acho que do mesmo jeito que os que gostam têm o direito de gostar, eu tenho o direito de não gostar." Não gosto de futebol, não gosto de carnaval, não gosto de álcool, não gosto de funk, axé ou pagode e acho que o brasileiro é muito mais que essa noção estereotipada de felicidade. 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Rainbows...


E quando é pela iminência de um arco-íris aparecer no céu que as nuvens negras começam a surgir na sua vida?