segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"Os livros no Brasil são caros"

Certamente vocês já ouviram a frase que tá título a esse post. Eu já ouvi em todos os contextos possíveis e imagináveis: desde salas de aula até discursos pseudo políticos. Sempre tomei isso por verdade, mas um dia eu parei para analisar se isso realmente acontecia. E mais: se as pessoas realmente não lêem porque os livros são (supostamente) caros.
Gente, eu comecei a montar a minha biblioteca com uns 10 anos. Na minha casa tinham pouquíssimos livros, que se resumiam a uma coleção de clássicos dados pelo jornal O Globo, um exemplar carcomido de "Pollyanna moça", um livrinho infanto juvenil do Sidney Sheldon e uns livros perdidos da Agatha Chistie. Ou seja, comecei meu acervo de livros praticamente do nada. E hoje, apenas oito anos depois, tenho cerca de trezentos livros.
Partindo do pressuposto de que livros são caros, vocês devem estar achando agora que eu sou multimilionária por ter adquirido 300 livros em 8 anos. Na verdade, eu conto nos dedos das mãos do livros em que eu gastei mais de 30 reais (e ainda sobra dedo!).Como eu consegui essa façanha? Sebos, brechós, feiras de trocas, trocas pelo Skoob... Fora os livros que ganhei de aniversário/natal e que ganho quando pessoas que eu conheço querem se desfazer dos seus livros. Aí vocês devem pensar que só tenho livros clássicos; de fato, tenho muitos clássicos, mas tenho a coleção completa de Harry Potter, de Crepúsculo ("Amanhecer" me custou apenas R$10!), "Orgulho e preconceito e zumbis", "Feios", "Quem é você, Alasca?", "Monster High", 'A menina que roubava livros" e por aí vai.
Aí partimos para outra questão: será que o livro é caro mesmo? Na verdade, tudo no Brasil tem um preço um pouquinho mais salgado por causa dos impostos, mas isso não é privilégio dos pobres livros! Um livro na livraria é o preço de uma blusa numa loja tipo Leader/Renner. É o preço de uma dobradinha cinema+lanche no McDonald's. É a metade do preço de um sapato. É bem mais barato que um celular, iPod, notebook, câmera digital e por aí vai. Ok, um livro pode não ser tão utilizado quanto um celular, que, em teoria, você só paga uma vez e usa pra sempre (ou até a tecnologia evoluir mais); mas é tudo questão de prioridades. Eu assumo que comprei pouquíssimas roupas e sapatos com o meu dinheiro durante a adolescência, porque gastava tudo com livros. Mas nunca deixei de comprar meus exemplares alegando falta de dinheiro.

Não acho que possamos reclamar tanto assim. Podemos reclamar que no Brasil não tem livraria (em Jacarepaguá, só conheço um, que fica no shopping, e é relativamente pequena), mas não que os livros são caros. Com os pocket books, com as Lojas Americanas e com a Avon, além dos lugares que vendem livros usados, não tem como dizer que os livros ainda são caros.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

I’m sorrry, I can’t be perfect. Mas quem disse que eu queria ser?

E quando eu achei que todas as epifanias tinham ido embora...

Ontem eu tava vendo “A princesa e o plebeu”, primeiro filme da Audrey Hepburn e único pelo qual ela ganhou o Oscar de melhor atriz, e, com uns 15 minutos de filme, eu já tava morrendo de vergonha alheia pela Audrey. Olha, eu ADOOOORO ela, ela é minha atriz preferida, ela é diva, linda, incrível, era engajada e tudo o mais... Mas convenhamos: ela não sabe fazer uma cena de choro!!! Tá, eu não sou atriz e não sei se, no lugar dela, eu conseguiria fazer algo melhor. Mas é justamente por esse motivo que eu não me atrevo a ser atriz rs.

Eu não acho que isso – não saber fazer cenas de choro – seja um daqueles defeitinhos charmosos, tipo a miopia do Cameron Mitchell (o participante fooooofo de “The Glee Project”) ou o olho maior que o outro do Kurt Cobain (o que, aliás, eu acho que só funciona pro Kurt Cobain hahahaha). Mas isso mostra que a Audrey era bem como as personagens que ela interpretava: imperfeita. Eu vejo muito dela nessa princesa que ela interpretou no seu primeiro filme. Ambas tinham que ser perfeitas e regradas e não podiam ter um bad day. Imagina se você acorda com uma TPM tensa e só tá com vontade de ficar trancada no quarto vendo filmes baseados em livros do Nicholas Sparks enquanto devora uma tigela de pipocas, duas barras de chocolate, Trakinas, alguns pacotinhos de amendoim e uma garrafa de 2,75l de Coca. Se você for perfeita, these days are gone, honey. Nada de TPM, nada de reclamar que aquela Melissa di-vi-na tá massacrando o seu pé e que o seu maior desejo naquele segundo é brincar de “arremesso de Melissa à distância”, nada de deixar o esmalte descascar, nada de frizz nos dias chuvosos, nada de chegar com a cara inchada na escola/faculdade/trabalho de tanto que chorou na noite anterior vendo o penúltimo episódio da segunda temporada de “Glee” – aliás, quando se é perfeita, para quê perder tempo com uma série que retrata a vida dos losers? É, amiga, ser perfeita deve ser muuuuito boring...
Eu não tenho paciência para grandes divas da música – tipo Mariah Carey, Whitney Houston, Beyoncé, a própria Amy Winehouse, Celine Dion etc etc etc. Eu não gosto das vozes delas. Todo mundo elogia demais a Joss Stone e a Alicia Keyes, mas eu detesto as vozes delas (eu tenho a sensação que tem algo preso na garganta delas quando elas cantam). Mas as minhas cantoras e bandas preferidas não são as melhores do mundo e eu tenho plena consciência disso. Eu tenho vergonha alheia pela Avril algumas vezes – tipo, eu a venero muito, mas acho que ela deveria parar de fazer voz fina... A voz dela nos primeiros CDs tava tão legal... O que aconteceu do “The Best Damn Thing” pra cá? Anyway. A questão é que, aparentemente, o que me incomoda é justamente a perfeição. Eu não ligo pra Brad e Angelina, sou mais Johnny Depp e Winona Ryder (pra quem não sabe, eles namoraram no início dos anos 90).
Lendo uma reportagem na Monet desse mês, vi que os perfeitos não estão com nada. Pegue os filmes “infantis” da última década e veja o que eu estou dizendo. Shrek, Meu Malvado Favorito, Tá Chovendo Hambúrguer, Monstros VS. Alienígenas, Enrolados (onde o “príncipe” é o ladrão Flinn Ryder – ou José Bezerra, se preferir), Kung Fu Panda, Madagascar (não tem mais loser que o Melman!) entre muuuuitos outros. Tudo isso só mostra que talvez finalmente tenhamos parado de tentar o impossível – sermos perfeitos – e decidimos ser felizes com o que temos, com menos princesas e príncipes dançando em bailes entediantes e com mais ogros e ogras brincando na lama.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

The Black Star Tour – EU FUI!

Minha cabeça está estourando. Estou morrendo de dor nos ombros e nos joelhos. Minha voz voltou por enquanto, mas acredito que minha garganta estará super inflamada amanhã. Meu cabelo está um horror e minha maquiagem... Tá uma coisa meio “Taylor-Momsen-depois-de-chorar-e-suar-num-show”. Mesmo assim, today could be the best day of my life.

Eu (com cara de criança feliz) e minha mãe

Alice e eu
Cheguei no Via Parque por volta de uma hora da tarde e, meia hora depois, a Alice – uma das minhas BFFs mais especiais – chegou. A cada passo dado para frente, um gritinho histérico de nossa parte. Eu juro que não pareceu que ficamos esperando numa fila por mais de sete horas, mas a minha mãe e a Ally dizem que pareceu sim rs. Não sei que horas os portões abriram, não sei que horas cheguei lá dentro, não sei que horas a Avril começou a cantar... Eu só sei que os minutos em que eu estava lá, na pista Premium, esperando o show começar... Aqueles foram os minutos mais longos da minha vida! Tipo, foi pseudo tranquilo esperar cerca de 40 dias – ou 8 anos hehe – pelo show da Avril, mas aqueles minutinhos estavam me matando! Mas okey, músicas muito legais estavam tocando (“Sing”, do My Chemical Romance, “Faint”, do Linkin Park, “Nothin’ on you”, do Bruno Mars com o B.O.B., “Closer to the Edge”, do 30 seconds to mars, e, a minha favorita, “Mr. Brightside”, do The Killers – que a Alice só identificou quando a música tava acabando ¬¬).
Quando as luzes se apagaram e se ouviu um “I don’t give a damn about my reputation”, eu fui à loucura! Tipo, cês têm noção? A Avril começou o show dela, o meu primeiro show, com um cover de Runaways! Okey que o cover era gravado, but who cares? Depois ela cantou “Black Star” e eu chorei mooooooooooooooooito! Obviamente, não foi pela letra “profunda”, mas porque eu fiquei tipo: “OH MY GOD, EU TÔ VENDO A AVRIL DE PERTINHOOOOOOOO!!!”
A set list tá aí (não na ordem porque eu tenho memória de Dory :D). Essa set list, aliás, ficou PERFEITA! Eu gostaria mais se ela tocasse “Get over it”, “Anything but ordinary” ou “Who knows”, mas foi muito bom mesmo sem essas três!
01-   Black Star
02-   What the hell!
03-   Skater boi
04-   Cover de banda que não lembro qual é ;)
05-   Fix You (cover do Coldplay. Alice chorou muuuito nessa música!!!)
06-   My happy ending
07-   Don’t tell me
08-   He wasn’t
09-   Push
10-   Everybody Hurts (chorei na primeira vez que ouvi no cd e chorei assistindo a Avril cantando. A gente pediu e ela cantou!)
11-   Smile
12-   Alice (chorei demaaaaaaaaais! Essa música sempre me deu forças quando eu achava que não tinha mais nenhuma, e ela surgiu na mídia justamente no momento em que eu precisava).
13-   I love you (linda linda linda linda demais!!! Pedimos – a Alice tava quase tendo uma síncope nervosa do meu lado gritando “SING I LOVE YOU!!!” – e ela tocou!)
14-   Nobody’s Home (mais uma das pedidas da plateia)
15-   I’m with you
16-   Complicated (foi a última música, também a pedidos)
17-   Wish you were here (Alice também chorou demais!)
18-   Stop Standing there (minha mãe tinha feito uma coreografia toda especial pra essa música. Pena que a gente mal conseguia se mexer e que ela não pode executar com perfeição sua dancinha hahaha)
19-   When you’re gone
20-   Girlfriend (fiquei muito exausta! Pulei e gritei muito!)
21-   Hot
Ah, no início de “My happy ending” – eu acho – ela começou a cantar... “Airplanes”, da Hayley Williams, do B.O.B. e do Eminem!! Só a parte da Hayley, óbvio, mas foi liiiiindo!
Eu já tinha visto alguns shows ao vivo da Avril e achei que ela fosse desafinar ou ficar sem fôlego – até estranhei quando ela começou a cantar super parecido com o cd. Por um instante achei que ela estivesse dublando, mas percebi que era ao vivo quando ela errou a letra de “Nobody’s home” ;D E ela é super simpática e fofa e linda!! Ela mandou beijinhos, desceu pra falar com o pessoal que tava na grade, deu aquele sorrisinho lindo de “sou uma garota sapeca”, disse que amava a gente, agradeceu... FOI AMAAAAAZING!!
Eu queria agradecer a três pessoas: meu pai, que comprou os ingressos da pista Premium pra mim e pra minha mãe; minha mãe, que pagou mico, se “fantasiou” de adolescente e passou uma semana inteira ouvindo o “Goodbye Lullaby” pra aprender a cantar as músicas; e a Alice, que também comprou Premium pra me fazer companhia, segurou minha mão quando eu chorei, secou minhas lágrimas e já disse que vai ao show do Restart comigo! Não, não, essa última parte é mentira hahhaha (e ela vai me matar quando vir isso aqui ;D)
Foi muito incrível e eu não tenho como descrever em palavras o que eu senti. Eu acho que valeu muito a pena esperar pelo meu primeiro show, porque ele COM CERTEZA foi inesquecível e o melhor “primeiro show” que alguém pode ter.
Ps: Alice, I DON’T CARE! Da próxima vez VOU COMPRAR UMA ESTRELINHA!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

New Directions!

Olá, pessoas!

Eu confesso que estou meio perdida no meu blog. Quem me acompanha há um tempinho sabe que a frequência com que eu costumava postar era bem grande (às vezes eu chegava a postar 3 vezes no mesmo dia!) e agora cá estou eu, fazendo três posts por mês.

Meu momento "escritora compulsiva" acabou porque eu só consigo escrever bem na desgraça. Yeah, it's sad, but it's true. Eu só consigo fazer bons textos quando tenho epifanias, e já faz uns meses que não tenho nenhuma. Eu sou do tipo que evolui quando está destroçada e, agora que estou feliz de novo, estou meio estagnada na evolução, sabe? Portanto, ao invés de me forçar a escrever textos que vão ficar ruins só para ter alguma coisa para postar para vocês, eu vou mudar um pouco o rumo do blog. Gostaria muito de falar sobre livros ou moda, mas não sei se terei paciência. Talvez o Pessoa Esdrúxula vire um amontoado heterogêneo de coisas bizarras, sei lá. Só sei que não vou abandonar vocês não, tá? Continuarei a escrever, mas menos reflexões e mais coisas aleatórias.

Assim que eu decidir o que farei com o blog aviso vocês!
Beijo-me-liga ;)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sebo solidário!!

Gente, eu estou trabalhando voluntariamente no blog de um sebo solidário. O que é um sebo solidário?, você me pergunta. Eu te respondo: um sebo é um lugar onde vende livros usados, e ele é solidário porque TODO o dinheiro arrecadado vai para ajudar famílias carentes! Tem vários livros legais lá, tipo o "Caçador de Pipas", "O diário de Bridget Jones" e "O senhor dos anéis" por preços de 5 a 10 reais!!! A sede do sebo fica no Rio, mas quem mora em outros estados pode comprar também! Quem se interessou, visite aí: http://sebosolidariocelpi.blogspot.com/2011/07/novidades-da-semana.html

Ah, e quem quiser comprar algum livro, manda um email pra malbuquerque@econ.puc-rio.br :)



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Suposta evolução

Eu assumo que tenho muito medo de ter andado muito e, no final, ter parado no mesmo lugar. De achar que eu mudei muito, amadureci tanto, pra, repentinamente, descobrir que sou a mesma garota de um ano atrás. Não, meneio a cabeça, dizendo pra mim mesma que isso não é possível. Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio porque eu não sou mais a mesma e o rio também já mudou. Né? 

Mas e se o House estiver certo? E se as pessoas realmente não mudarem? Aí tudo foi em vão... Passei por tanta coisa à toa, não aprendi nada e estou about to make the same mistakes again. Será? Tudo isso é uma grande incógnita pra mim. Eu acho que cresci, acho que evoluí, acho que sou uma pessoa melhor agora. Mais madura, mais atenta.Talvez só o tempo me diga o que eu sou agora. Se é que eu sou alguma coisa fixa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Avril: tudo começou com um amor platônico...

Quando eu tinha 9 anos, me apaixonei por Harry Potter. Com 10 anos, me apaixonei pelo Daniel Radcliffe. Lendo sobre a vida do ator em revistas para pré-adolescentes, descobri que adorava punk rock e era fã de Sex Pistols, The Clash, R.E.M. e U2. Para quem só conhecia Xuxa, Kelly Key, Rouge, Sandy e Jr. e, no máximo, Spice Girls e Britney Spears, aquelas coisas eram totalmente de outro mundo pra mim. Então, com o intuito de conquistar o Daniel (ai, que vergonha), eu decidi começar a gostar de rock. Sim, se hoje eu sou fã de rock, devo agradecer ao Daniel Radcliffe.

Isso foi em 2003, quando eu estava na 5ª série. Eu não fazia ideia de como ia conhecer bandas de rock, então fiz o que todo pré-adolescente deveria fazer: comecei a ver MTV e Multishow. Aprendi MUITO sobre música (principalmente assistindo ao Top Top MTV, que ficou no ar de 2004 ao ano passado), mas, principalmente, comecei a ter noção do que estava rolando no mundo da música naquele momento.

E foi aí que conheci a Avril Lavigne.

Eu não cheguei a pegar o clipe de “Complicated”. Quando eu comecei a acompanhar a carreira dela, o que estava fazendo muito sucesso era “I’m with you” (que fazia parte da trilha sonora de “Mulheres Apaixonadas”. Cara, tô me sentindo MUITO VELHA nesse momento...). Quando eu vi aquela garota de dezessete/dezoito anos andando de skate, usando gravata, spikes, muito lápis preto nos olhos e um All Star megadetonado nos pés, pensei: é disso que o Daniel Radcliffe gostaria numa garota! E comecei a amar a Avril e usar umas roupas parecidas com as dela (cheguei até a tentar aprender a andar de skate!). Olha o que uma paixão platônica não faz... 


 Hoje, não ligo mais para o Daniel, apesar de ainda amar muito Harry Potter, mas a paixão pelo rock e pela Avril permanecem. Quando eu era menor, a Avril era mais uma inspiração de estilo para mim e eu nem ligava muito pras letras dela. Hoje, eu sinto que a Avril fala o que eu gostaria de dizer: do primeiro cd “Anything but ordinary”, “Things I’ll never say” e “Naked”; do 2o, “My happy ending”, “Nobody’s home”, “Forgotten” e “Who knows” (que é a minha favorita); do 3º, “Runaway”, “The Best Damn Thing”, “When you’re gone” e “Keep Holding On”; e do 4o, “Eveybody Hurts”, “Darlin” e “Alice”.  A Avril faz parte da trilha sonora da minha vida, e ela cresceu e evoluiu comigo. Eu sinto como se conhecesse ela há um tempão, sabe? E fico com lágrimas nos olhos só de pensar que vou ver a Avril de pertinho, ao vivo, na minha frente, cantando só pra mim (e pra uma multidão atrás de mim). Por essas e outras, vai ser um dos dias mais emocionantes da minha vida!

Agora é só continuar na contagem regressiva!

terça-feira, 21 de junho de 2011

A primeira vez

A primeira vez tem que ser especial, com alguém que você ame muito e com quem você tenha certeza de que não vai se arrepender depois. Não adianta, você cria expectativas, passa dias e noites pensando em como vai ser, compra roupas para a ocasião e, quando chega na hora, você pode se decepcionar. Ou não, pode ser a melhor coisa que você já vivenciou na sua vida.

Eu nunca fui a nenhum show e não foi por falta de interesse. Já quis ir no show dos White Stripes, do Bon Jovi, da Lily Allen, da Mallu Magalhães, do Restart, nos 500 do McFly, do Paramore, da Kate Nash e, claro, no show que a Avril fez na Praça da Apoteose há uns anos atrás. Eu tinha só 11 anos e a Avril já era minha cantora preferida. Como eu já disse, eu só tinha 11 anos e o show foi na Praça da Apoteose, o que levou a minha mãe a não deixar eu ir no show, o que me fez chorar muito.

Antes de a Avril lançar o “Goodbye Lullaby”, seu 4º CD, em março desse ano, eu já tinha o dinheiro pro ingresso reservado. Minha mãe ficou meio “você só vai se for num lugar fechado, esquece se for na Apoteose”, mas eu tava disposta a bater o pé firmemente e ir no show, independente do lugar. Há poucas semanas, eu fiquei radiante quando cheguei em casa da faculdade e minha irmã, como uma espécie de repórter do mundo da música, começou a me contar as novidades do dia. Sua primeira notícia foi “Ju, a Avril vai vir fazer show no Brasil! Tava no site da Atrevida! Até o fim da semana vai ser divulgado o lugar!” Pirei loucamente e, durante essa semana, checava o google o tempo todo pra ver se já tinha saído alguma informação.

Na 5ª feira dessa semana, eu estava na minha aula de Teorias do Significado quando a Tüppÿ, que estava sentada ao meu lado, recebeu uma mensagem da Paula, tão fã de Avril quanto eu, dizendo que o show da Avril ia ser dia 31 de julho no Citbank Hall!!!! Meu primeiro pensamento foi “YEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAH!”, o que se traduziria por “O Citibank fica a quinze minutos da minha casa e minha mãe com certeza vai deixar eu ir!!!”. Meu “YEAH” estava certo e minha mãe não só deixou eu ir como decidiu ir comigo e está aprendendo as músicas do novo cd da Avril.


Ontem, minha mãe foi comprar os ingressos pra mim (eu estava, para variar, na faculdade) e, quando cheguei em casa, fui correndo pro meu quarto pra ver meus ingressos. Quase tive um heart attack quando vi que a minha mãe, ao contrário do que eu esperava, tinha comprado os ingressos para pista Premium, e não para pista comum!

Valeu a pena esperar. Minha primeira vez num show, meu primeiro show vai ser da AVRIL LAVIGNE!! Além disso, vou com duas ou três amigas e isso não poderia ser mais significativo pra mim! Em breve farei um post dizendo tudo o que a Avril significa pra mim. Agora preciso ir, preciso pensar na roupa que usarei no show!!


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pontos de vista...

Eu tava conversando com uma amiga dia desses e parei pra analisar como tudo, realmente, é questão de ponto de vista. Eu posso ficar irritada por não ter pegado o ônibus expresso ou ficar feliz por pegar o ônibus comum e vir sentada e lendo. Eu posso ficar triste por não poder comer tantas besteiras gostosas (passei MUITO MAL devido à minha alimentação na semana passada e agora estou à base de sanduíche natural) ou posso ficar feliz porque a minha alimentação saudável vai evitar uma ponte de safena aos 40 anos.

A minha maior reflexão quanto ao ponto de vista foi, no entanto, ao falar com a minha mãe e a minha irmã. A Gi morre de medo de abelhas desde que uma a ferroou no ano passado e ela estava falando alguma coisa negativa sobre esses insetinhos voadores que insistem em pousar no meu Guaravita, quando minha mãe disse: "Ah, lembra do 'Bee Movie'! Elas não são malvadas!"


Respondi pra minha mãe: "Lembra do 'Meu primeiro amor'..."


É tudo questão de ponto de vista...

terça-feira, 17 de maio de 2011

With a little help from my friends

Primeiramente: DESCUUUULPEM-ME, caros leitores!! Eu sei que o meu ritmo de produção textual diminuiu muito ultimamente (mais especificamente, nesse período), mas isso não é culpa minha! Blame it on PUC! Sério, minhas 7 matérias estão exigindo um volume de leitura incrível... Já perdi a conta dos contos, romances e textos avulsos que tive que ler, e, mesmo assim, não consigo ler tudo. Saio de casa às 06h da manhã e chego às 19h. Yeah, baby, 13 horas fora de casa. E, quando eu chego em casa, eu só quero comer, tomar banho e dormir. Às vezes eu tenho ideias mirabolantes pra alguns textos, mas simplesmente não tenho tempo de fazer o texto! É dura a vida da bailarina...

Mas não é sobre a minha rotina exaustiva que eu quero falar não. É sobre mudar o mundo. E amigos. E mudar o mundo dos seus amigos.

Eu me sinto muito mal quando vejo um morador de rua, mas não sei como mudar a situação dele; parte o meu coração ver a quantidade de animais abandonados que encontramos por aí, mas minha mãe nunca me deixaria levar um cachorro pro meu apartamento razoavelmente pequeno; eu sei que tem pessoas que não têm o que comer nem o que vestir, e, por mais que possamos ajudar essas pessoas, sempre surgirão mais, e mais, e mais. Eu queria acabar com a fome, com a pobreza, com a ignorância, com o aquecimento global, com a poluição, com o desmatamento, com a inflação, com os impostos absurdos, com a corrupção... Eu queria ser capaz de salvar o mundo, mas não me chamo Florzinha, nem Lindinha, nem Docinho, muito menos Capitão América. Eu não sou uma Menina Superpoderosa, não sou a Mulher Maravilha e não posso, sozinha, acabar com nada disso.



Eu pedia muito a Deus que Ele me mostrasse um jeito de fazer a diferença. Há algumas semanas, eu percebi o que Ele queria que eu fizesse: ajudasse quem estivesse precisando de ajuda ao meu redor. Uma menina que eu conhecia mais de vista, num dia, ficou para assistir uma aula que eu fazia, porque ela adorava (adora, na verdade), a professora da matéria. No meio da aula, ela pegou o meu celular, que estava em cima da mesa, e salvou o número dela lá. Mais tarde, no ônibus, mandei uma mensagem pra ela comentando alguma coisa engraçada que a professora tinha falado. Na resposta, ela riu e disse que tinha assistido àquela aula porque não estava muito bem, estava triste e preocupada com algumas coisas. Respondi: “olha, eu sei que a gente não se conhece há muito tempo, mas, se você quiser desabafar, eu sou uma ótima ouvinte”. Ela desabafou, agradeceu por eu ter ouvido ela e por ter me preocupado com ela e, hoje, somos super amigas. Se qualquer uma das duas tem algum problema, a gente manda uma mensagem pra outra na hora e a gente tenta fazer com que a outra fique bem. Eu não sei quem ajuda mais (minha amiga garante que sou eu), mas o fato é que ajudar me faz um bem incrível! E, se eu não tivesse perguntado pra ela, naquele primeiro dia, se ela queria desabafar com alguém, não teria a amizade dela agora. Acreditem, leitores, às vezes a gente só precisa escutar pra ajudar.


Outro exemplo de ajuda que eu acho que fez mais bem a mim do que à pessoa oficialmente ajudada foram as aulas de monitoria que eu dou desde o período passado. Mas, nesse período, por algum motivo, senti que foi mais especial. A minha aluna (que é SUPER FOFA!) é amiga de uma amiga minha e eu ofereci umas aulas quando ela comentou comigo que tinha dificuldades nessa matéria em que eu já dava monitoria. Dei só umas três aulas pra ela, mas essas aulas (geralmente antes das provas) tiraram várias dúvidas que ela tinha, e eu senti que ela ficou um pouco mais confiante pra fazer a prova, o que deu pra perceber pelas notas. Se ela acertou a metade das questões na primeira prova, na segunda ela acertou 80%!!! Cara, ver a mensagem toda empolgada que ela me mandou quando viu a nota no site ou receber um abraço de parabéns mútuo simplesmente não teve preço. Eu fiquei tão feliz por ela!!!

Acho que o último caso que eu tenho pra contar de como é fácil e legal ajudar as pessoas é que eu sempre compro alguma coisa com aqueles caras que vendem balas nos ônibus. Não importa se eu não tô a fim de comer amendoim, não importa se eu só tenho mais um real: a intenção é ajudar aqueles caras. Eu só não compro mesmo em casos extremos (leia-se: quando o meu dinheiro TODO acaba e eu não tenho nem mais um real pra comprar um pacote de TriBala XD). Tá vendo? Ajudar é fácil, simples, pode não custar nada e, garanto, ainda vai te fazer um bem inimaginável! Ao invés de se sentir impotente diante dos super problemas do mundo, observe mais atentamente ao seu redor e veja a quantidade de pessoas que você pode ajudar!!

Só mais uma coisa: se você quer ajudar a melhorar alguma coisa de alguma forma, veja o vídeo abaixo. Não, não é um vídeo fofinho, pelo contrário. Quem conhece o Felipe Neto sabe do que eu tô falando rs. Mas a iniciativa do Felipe é INCRÍVEL e eu acho que todo mundo deveria aderir a essa campanha. Preço justo já!!