sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Today's lesson


Hoje na aula de violão, além de aprender “Recomeçar” e “S.O.S.” (Restart e Jonas Brothers, respectivamente. Momento “eu-tenho-13-anos-gosto-de-bandinhas-da-moda-e-não-ligo-pro-que-você-pensa”), aprendi algo MUITO importante com o Igor, meu teacher. Ele é irmão da Didi, uma das minhas BFFs, e eu nunca levo ele muito a sério porque ele sempre tá (me) zoando e/ou fazendo imitações (desde o “Excelente” do Sr. Burns, dos “Simpsons”, até o “Who the fuck is Justin Bieber?”, do Ozzy Osbourne, passando pelas frases soltas do Lobão e pelo “Eu não sou brinquedo de menina!” do Ken em “Toy Story 3”. Ah, e tem a cena clássica do “Esqueceram de Mim 2”, onde o Kevin McCallister reproduz uma cena gravada de um filme para aterrorizar o pessoal do hotel. É, o Igor sabe TODAS as falas dessa parte do filme!). Enfim. Hoje eu o levei a sério. 

Ele queria me ensinar uma música dos Jonas Brothers chamada ... pausa para procurar o papel com o nome da música ... “Give love a try”. Ele disse que a letra era bonitinha e talz, mas eu disse que não estava numa fase muito de ouvir músicas românticas. Acabei desembuchando um monte de coisas sobre a minha vida e meus problemas e ele ficou tipo: “Caraca! Você passou por isso tudo?” Foi aí que ele começou a me dar “dicas de comportamento” hahahaha. Basicamente ele falou que eu tenho procurar pessoas que eu sei que não vão me fazer mal. “Mas o meu cupido usa drogas!” respondi. “Não. Você usa drogas. Você gosta de Restart!” ele rebateu. “Tô falando sério! Só me apaixono por pessoas bizarras!” “Cara, você tem que controlar então. Se você olha uma pessoa e sabe que pode se apaixonar por ela e sabe também que ela pode não ser tão boa pra você, se afasta ou se condiciona a não gostar dela.” Talvez ele não tenha dito exatamente com essas palavras, mas essa era a ideia.

Pode parecer óbvio, mas achei genial. Aliás, estou achando muitas coisas óbvias geniais ultimamente. Sei lá, sabe quando você está enxergando algo tão de perto que você não consegue ver com clareza o mais óbvio? É isso que tava acontecendo comigo. Aí, ao me afastar, acho que os conselhos mais simples são obras primas das mentes mais brilhantes desse planeta. Então achei genial esse simples conselho: se condicione a gostar de pessoas que vão te fazer bem. Tudo bem que existem lobos em pele de cordeiro, mas a esperta aqui geralmente se apaixona por lobos em pele de lobo ou amebas em pele de ornitorrinco – criaturas com a vida ativa de uma ameba e com a aparência estranha de um ornitorrinco. Anyway. Mais um tópico a ser adicionado à minha lista de resoluções de ano novo *_*

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Carrie


O bullying tá na mídia constantemente hoje em dia. Mas ná década de 70 um escritor de terror já tinha retratado mais ou menos o bullying, o que acontecia com quem sofria e o que podia acontecer com quem perseguia. Estou falando de Stephen King e de "Carrie - a estranha", um dos meus livros preferidos.

Para quem não conhece a história, Carrie White é uma menina de 17 anos criada pela mãe, uma fanática religiosa, e zoada por todos os colegas da escola. Só que seus agressores não sabiam que ela tinha poderes telecinéticos, ou seja, que ela podia controlar coisas com a mente. Então, quando as meninas populares do colégio fazem uma ENORME sacanagem com ela (em resumo: fazem com que ela seja eleita a rainha do baile e, para humilhá-la na frente do colégio inteiro, derramam sangue de porco nela), Carrie, com seus poderes telecinéticos, mata todo mundo. Fim.

Já conheci umas meninas BRILHANTES que tinham um ar de Carrie White. E eu, se nunca tive ar de Carrie, já me senti como ela diversas vezes. E como já desejei ter poderes telecinéticos e me vingar. Mas, na minha singela opinião, todo mundo que mexe com a nossa Carrie interior, mais cedo ou mais tarde, direta ou indiretamente, vai se ver com ela.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Press (Re)start button

As pessoas geralmente dizem umas às outras: “seja quem você é”, sem parar pra analisar bem o significado disso. Até um tempo atrás, eu ficava matutando, como diria minha amiga Carol, sobre o que queria dizer “ser quem eu sou”. Hoje, vejo que, muito mais do que não mudar meus gostos, ser quem eu sou é, primeiramente, assumir meus gostos. Tá, deixa eu tentar explicar isso melhor com um exemplo. Quando a Avril Lavigne mudou o estilo dela de skater girl pra pseudo gótica e, posteriormente, de pseudo gótica para punk princess, todo mundo a acusou de ter mudado e de não ser ela mesma e talz – e me inclua entre as pessoas que a acusaram; na primeira mudança eu tinha 11 anos e na segunda eu tinha 14. Foi meio chocante ver minha heroína toda mudada, e demorei um pouco para me acostumar. A questão é: Avril foi ela mesma nas suas mudanças. Ela foi fiel a si mesma e teve coragem pra mudar. Ser para sempre de um jeito não é ser você mesma, é ser quem os outros esperam que você seja. Acho que ficou mais confuso agora... Não somos seres estáticos no tempo e no espaço, interagimos com outras pessoas, com filmes, músicas, livros, games e experiências que nos mudam. Quando alguém fala: “você não é mais você mesmo, você mudou muito”, não pensa que o mutante em questão está apenas realizando o ciclo comum da vida. Mudanças internas fazem parte da rotina de qualquer pessoa. Logo, ser você mesmo é respeitar essas mudanças e não ficar preso a quem você era num passado distante. E aí chegamos onde eu queria: ser você mesmo é assumir seus gostos.

Eu odeio amarelo, funk, a rede Globo, não ligo para ursos, nem pra labradores, nem pra golden retriviers (aliás, qual é a diferença de um labrador pra um golden retrivier?), odeio bebidas alcoólicas com gosto de álcool, acho “O senhor dos anéis” um porre, assim como filmes de super heróis e de ação, odeio frutos do mar – e todas aquelas comidas mais caras do cardápio –, não gastaria sei lá quantos mil numa bolsa só porque está estampado nela “Louis Vuitton” ou “Victor Hugo”, não sou muito fã de ficar torrando na praia pra ficar vermelha, odeio estampas florais, ombreiras, cores neon nas roupas ou nas unhas, acho o Jorginho do comercial da PromoInfo totalmente assustador ( se você não sabe do que estou falando, veja os comerciais da Record ou procure um anúncio da Promoinfo no Youtube), acho a Lady Kate sem um pingo de graça – assim como TODOS os quadros do “Zorra Total” – e me irrito profundamente quando as pessoas repetem seu infame bordão: “Bom, bom, bom não tá, mas tá bom”.

Eu gosto sim da Banda Djavú, de Zezé di Camargo e Luciano, de Roupa Nova, de romances mulherzinha (tipo Marian Keyes, Gossip Girl, Bridget Jones e afins), li a saga inteira de “Crepúsculo” e até gosto da história, apesar de achar que foi mal-escrita, já amava buldogues franceses há uns dois anos antes de a Lola, do PC Siqueira, pensar em nascer, meu gênero preferido de filmes é animação, leio revistas adolescentes, meu ideal de beleza é extremamente equivocado, do ponto de vista de uma pessoa normal (acho o Paul Dano, o Dwayne de “Pequena Miss Sunshine”, lindooooo!), e, finamente, gosto, sim, de Restart.

Não uso roupas coloridas porque não gosto. O máximo de cor que me arrisco a usar é um vermelho, um pink ou um roxo. Mas gosto muito da ideia dessa ideia do Happy Rock de aposentar o preto, apesar de eu não ter coragem para tanto. O Happy Rock é um tanto inovador nesse aspecto: o preto SEMPRE foi a cor do rock, e Pe Lanza, Pe Lu, Thomas e Koba ousam fazer rock (porque “Recomeçar” é rock sim) com calças verde limão, camisetas laranja neon e suspensórios vermelhos, com tênis coloridos – e pela primeira vez o All Star deixou de ser o tênis de quem toca rock –, pulseiras de mola e Ray ban. Mas não é porque eu curto o som dos caras – ou porque curto os caras, ou, mais especificamente, o Pe Lanza – que vou jogar fora minhas 5 blusas de caveirinhas, doar meus 5 pares de All Star, queimar minhas incontáveis blusas pretas e começar a usar Ray bans. Tá, eu queria muito comprar um Ray ban azul escuro, mas os óculos simplesmente não combinam com o meu tipo de rosto e eu vou respeitar isso usando apenas meus óculos enoooormes à la Willy Wonka.

Além da inovação das cores no mundinho preto, o Happy Rock (e não “Rap Rock”, como estava escrito numa “Caras” que eu estava folheando na casa da minha avó) traz uma ideia de que rock não é sexo, drogas, ficar doidão, ignorar os fãs e quebrar quartos de hotel. Ok, originalmente o rock pode até ser isso, mas, na minha opinião, rock é transgressão com guitarras e bateria (porque eu NUNCA consigo ouvir o baixo, a não ser nas músicas do Red Hot e em algumas do Nirvana). E o que é mais transgressor que mudar, ou pelo menos tentar mudar, o próprio rock? Eu duvido muito que o preto deixe de ser a cor do rock e duvido que o Pe Lanza seja chamado de roqueiro por qualquer revista que seja, mas talvez as futuras gerações do rock aprendam algo com a Restart. Talvez a serem mais simpáticos e brincalhões, talvez a darem mais importância às fãs, talvez a dar a cara a tapa – ou vocês acham que é fácil ser vaiado em rede nacional no VMB, maior prêmio da música brasileira, e continuar feliz? Gente, o Pe Lanza tem 17 ou 18 anos, ele é da minha idade! E se fosse eu lá naquele palco, ah, eu ia chorar muito.

Aí os pseudo cults – tipo humano detestável – reclamam que as letras não trazem nada de novo. Não, realmente não acho que elas tragam algo de novo. Mas acho que desde a Madonna as letras não são mudadas. Até a Lady Gaga, que inovou em tudo, pecou um pouquinho nas letras. Não, mentira, eu esqueci da Lily Allen e da Pitty, que têm letras in-crí-veis! Enfim. Eu não sei se você percebeu, pseudo cult, mas há muito tempo que uma banda não é feita só de música. A banda é feita do seu visual, do seu comportamento, do seu nome e, ah, sim, da sua música - mas o nível de importância da música no sucesso de uma banda é assunto pra outro post. Então, pseudo cult, se você quiser ouvir um Djavan e não entender a letra, vá em frente; se você quiser sofrer ao ouvir a voz desafinada do Caetano Veloso, quem sou eu pra te impedir?; e se você quiser ir num show do João Gilberto e sair de lá maravilhado com a arrogância do sujeito, go ahead, delicie-se. Mas me deixa ser feliz cantando “E eu vou te esperaaar, aonde quer que eu váá, aonde quer que eu váá, te levo comigo”...

Lições de vida e de revistas

Ontem eu estava lendo umas revistas adolescentes que eu tenho (algumas desde 2004!) e acabei ficando muito irritada comigo mesma. Por quê? Bem, lendo umas crônicas da Liliane Prata e vendo umas dicas de como agir em determinadas situações, vi que eu tinha passado por boa parte daquelas circunstâncias sem aquelas dicas. E me dei mal. O pior é que, analisando hoje a maioria dos casos citados nas revistas, vi que eu aprendi todas aquelas dicas – não porque eu li e incorporei, mas porque a vida me ensinou. Eu odeio usar expressões como “A vida me ensinou”,mas, nesse caso, não tem outra melhor.

Eu amo ler outros blogs e acho que dá pra ver claramente o quanto eu amo escrever e o quão grande é o meu carinho pelo Pessoa Esdrúxula. Mas, apesar de babar em cima da grande maioria dos textos que eu leio em blogs alheios, dificilmente eu vou mudar algo que está interiorizado só porque li um texto, por mais que eu concorde com o que está escrito ali em gênero, número e degrau (como diziam Paulo Bonfá e Marco Bianchi). Assim como eu também não tenho pretensões de mudar a vida de ninguém aqui. Como eu já disse over and over again, eu escrevo, acima de tudo, pra mim, pra organizar meus pensamentos caóticos. Mas, se vocês gostam e se identificam, QUE BOM!!!

Por que não podemos aprender com os erros alheios? Por que temos que quebrar a cara para tirar uma lição? Por que assim damos mais valor? Por que cada um é cada um, cada situação é uma situação diferente e o que aconteceu comigo pode não acontecer igualzinho com você? Mas então por quê sempre que eu leio um texto da Liliane Prata parece que ela está falando comigo, de tão iguais que são os resultados que nós duas tiramos de determinadas situações?

Essas são perguntas retóricas. Mas, se você souber a resposta, me avise, ok?

Igualdade, Fraternidade e...

Particularmente, eu acho que a liberdade, assim como a Clarice Lispector, a Coca Cola e cães labradores, é superestimada. Sério mesmo. Ansiamos tanto pela liberdade, mas, no fundo, é algo totalmente utópico, que nem a paz mundial ou algo do gênero. Primeiro porque cada um tem uma ideia diferente de liberdade. E segundo porque é impossível ter uma liberdade total, em todas as áreas da vida. Apesar de achar os ideias anárquicos muito bonitos, acho que simplesmente não funcionaria. Precisamos de regras pra não enfiar o pé na jaca.

Imagina viver numa sociedade sem leis, numa suposta liberdade total. Conheço muitas pessoas que não roubam ou não matam porque passariam um bom tempo na cadeia se fossem pegas. Se tudo fosse permitido, tudo seria banalizado e tudo perderia a graça. Limites são necessários. É óbvio que, como tudo na vida, é necessário ter um equilíbrio: não se pode permitir tudo, mas também não se pode proibir tudo – literalmente, não dá pra viver em nenhum dos dois extremos. Assumo que eu adoraria poder sair e voltar a hora que eu quiser, mas entendo perfeitamente os meus pais por não me deixarem. Aliás – momento piegas do post –, só cheguei onde cheguei, academicamente falando, graças a algumas restrições da minha mãe. Hoje em dia eu vejo as meninas que iam pras festas todo fim de semana e, bem, na melhor das hipóteses, elas estão fazendo algum curso que requer muito intelecto (tipo engenharia ou direito) em alguma faculdade de quinta. Minhas duas BFF’s do colégio passaram pra boas faculdades – uma pra arquitetura na PUC e outra pra biologia na Unirio. E não éramos do grupo das meninas “baladeiras” – coloquei entre aspas porque eu acho que essa é uma gíria paulista. Enfim. Talvez, se a minha mãe ou se a Tia Rose ou a Tia Rosane (mães das minhas BFF’s) tivessem nos permitido tudo, não estivéssemos onde estamos hoje.

É claro que viver numa ditadura seria um inferno e que ser controlado o tempo todo é um saco. Mas falo daquelas pequenas “correntes” às quais você está preso: seu namorado, sua família, sua faculdade/escola, sua sociedade. Conheço alguns namoros que terminaram porque uma das partes se sentia presa – mas namoro, assim como amizade ou qualquer outra relação afetiva, é formado de correntes. Estar ligado a alguém é, de uma forma ou de outra, estar preso à pessoa. Tudo bem, com cada um mantendo a sua individualidade, mas é uma prisão de qualquer forma.

Lendo um texto da Martha Medeiros – acho que foi “Divã” –, lembro-me de um trecho em que ela fala: “O ser humano é solvente”. E é. Depois que estabelecemos relações com alguém, mesmo que não falemos nunca mais com o ser, é muito difícil separar a influência que aquela pessoa teve em nós. Acho que não estou conseguindo me expressar muito bem, mas espero que vocês tenham conseguido captar a ideia.
Ps.: eu acho que adultério deveria ser crime. Eu não tenho certeza, mas acho que há um tempo atrás era. E separação também deveria ser. Afinal, é quebra de contrato! Se você promete amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe, tem que cumprir com a palavra...

Ps2: eu escrevo os meus textos no meu PC - que não tem internet - e tenho que postar no computador do meu pai. O problema é que o meu Windows é recente e o do meu pai é antigo, então, para postar, eu preciso mandar meus textos pra minha BFF pra ela me mandar os posts no corpo do email e só aí que eu posto. Ela geralmente dá sua opinião pelo email mesmo e gostei tanto dos seus comentários que vou publicá-los abaixo ;)

"Espírito natalino"

Natal é comer chester, tender, peru, panetone, castanhas de caju, damasco, nozes, avelãs, bolinho de bacalhau. É ouvir “Já é natal na Leader Magazine”, a musiquinha do Guanabara, “Jingle Bells”, “All I want for christmas is you”. É ver a Missa do Galo, “Esqueceram de mim”, “Meu papai é Noel”, “Milagre na rua 34”, “O Grinch”, os especiais de natal do Madagascar, do Shrek, dos “Padrinhos Mágicos”, do Jimmy Neutron, dos Simpsons e de qualquer programa que você imaginar. É comprar presentes sem se importar com o gosto alheio, só para não passar vergonha de receber sem dar. É montar uma árvore de plástico e pendurar bolas e bengalas de açúcar nela – aliás, alguém já viu uma bengala feita de açúcar de verdade? É usar uma roupa nova e se arrumar todo para, das duas uma: ou ver pessoas que você vê o ano todo ou ver pessoas que você só vê uma vez por ano.

O natal já deixou de ser a comemoração do nascimento de Jesus há muito tempo. As crianças devem achar que é o aniversário de Papai Noel – mas então, por que será que é ele que dá presentes pra gente, e não a gente pra ele? Os adultos tentam ignorar que foi a data criada por todas as áreas do comércio para lucrar mais. E o mais próximo da magia do Natal que experimentamos é ver os comerciais da Coca Cola, a cada ano mais bonitinhos e criativos.

O que será que aconteceria se a gente ficasse com quem a gente gosta de verdade no natal? Ou se a gente só desse presente para quem foi importante pra gente? Ou, ainda, se a gente parasse de hipocrisia e assumisse o natal como a data que ele é, como eu descrevi no primeiro parágrafo? Não estou dizendo de forma alguma que não sou hipócrita. Vivo o natal como qualquer outra pessoa. Mas e se a gente REALMENTE enfrentasse o natal como os comerciais fofos mostram? Com aquele espírito de solidariedade, com aquela atmosfera mágica, como o natal que a gente finge que é, mas não é? Particularmente, acho que seria muito mais divertido.

O meu natal desse ano até que foi legal – no dia 24 fui pra casa da minha vó e, depois de ver umas 3h de Discovery Kids com a minha prima de 2 anos e meio, fui ver “Shrek” pela quinquagésima vez. E, no dia 25, fui de novo pra casa da minha avó e fiquei conversando com a namorada do meu primo, que é muito gente boa. Quando saí da casa da vovó, fui visitar minha prima e isso foi legal, porque eu adoro ela, mas a gente quase nunca se vê. Uma data legal, mas sem magia, solidariedade ou algo do gênero. Uma das minhas resoluções de ano novo vai ser ter um natal menos hipócrita no ano que vem...

Ps.: ri muito com essa minha priminha de 2 anos, a Maria Carolina. A menina é um exemplo de autoestima. A pessoinha, com uma blusa rosa e branca, uma calça sarouel pink e sandálias brancas vira pro pai e diz: “Olha como eu estou linda!”. É, gente, vamos aprender com ela!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sósias

Pessoas com quem já me compararam fisicamente:

Vera Farmiga - a mãe do "Menino do pijama listrado" e da "Órfã"














Michelle Trachtenberg - fez "Passaporte para confusão", "A pequena espiã" e ficou mega conhecida como a Georgina de "Gossip Girl"














Liv Tyler - fez "Armagedon" e "Os senhor dos anéis", mas ficou conhecida mesmo por ser filha do Steven Tyler, vocalista do Aerosmith.










Espero que as pessoas tenham sido sinceras na comparação!

sábado, 25 de dezembro de 2010

I'm going trhough changes... / Análise de 2010

Há uns 5 anos atrás, quando eu fazia aula de violão (ainda faço, mas em outro lugar), meu professor me dizia que minha música era “Metamorfose Ambulante”, do Raul Seixas. Eu realmente mudo bastante de opinião, e se hoje te odeio, dependendo do motivo pelo qual te odeio, é provável que eu lhe tenha amor amanhã. Ao contrário do que o Dr. Gregory House diz, as pessoas mudam, sim. O tempo todo. Cada experiência, cada pessoa que encontra, cada música que ouve, cada filme/programa que vê, cada livro que lê, cada minuto que passa, tudo te muda. Algumas coisas, por estarem mais interiorizadas, demoram mais a mudar, mas isso não é motivo para dizer que as pessoas não mudam.

Esse ano foi de mil mudanças. Que, convenhamos, foram um inferno. Terminar um namoro no 1º semestre e entrar em depressão no 2º não é exatamente um ideal de ano perfeito, né? Então, estou feliz que 2010 esteja FINALMENTE acabando. Ok, ok, tive muitas mudanças positivas também: ir pra PUC (mesmo que tenha chorado a 1ª semana inteira) e descobrir que Letras é realmente meu lugar; fazer novos amigos na faculdade, que salvaram meu ano; fazer meus blogs, que me ajudaram MUUUUUUUUITO. Além disso, tive umas mudanças internas positivas, como valorizar mais os meus amigos, virar uma pseudo nerd e me viciar em jogos (não levem isso pro lado negativo, pelamordedeus! Jogar é a única coisa que consegue esvaziar minha mente!), aprender, na marra, que não se deve viver em função de ninguém e, finalmente, descobrir que eu sou bonita, apesar de uma parte do mundo medizer o contrário. Minha perda de memória infelizmente não mudou, então não lembro de outras mudanças, apesar de saber que elas aconteceram. E outras várias estão acontecendo nesse exato segundo. Não sei mais qual é a minha posição sobre o amor – eu não faço ideia se acredito inteiramente, se acredito com restrições ou se não acredito at all -, não sei mais qual é meu conceito de felicidade, não sei muitas coisas agora.

Eu tava conversando com uma prima minha nessa semana – beeijo, Thaís! – e ela disse que 2010 não foi um ano bom pra ninguém, que ela não conhece ninguém que gostou de 2010. Tirando a Tüppÿ, eu também não conheço ninguém que não diria: “Esse foi o pior ano da minha vida”. Não entendo de numerologia, então não faço ideia do porquê de esse ano ter sido péssimo pra todo mundo, mas enfim. O fato é que esse maldito ano está sendo deixado pra trás e, como disse a Cosabella no blog dela, “A partir do dia 1º, nós temos 365 novas chances de ter fazer valer”. Admito que 2011 me parece extremamente promissor. Desde o fato de finalmente ter vontade de fazer uma faxina geral por dentro de mim mesma até uma visibilidade maior pra minha carreira acadêmica – talvez vocês entendam melhor do que eu esteja falando em fevereiro. Tenho uma surpresinha pra vocês, mas espero conseguir segurar minha língua – ou melhor, meu dedos – até tudo estar certo.

Desde que eu soltei a diva adormecida dentro de mim – há uns... pausa para contas... 4 dias atrás -, minha vida mudou pra melhor. Quando eu fiquei mais confiante em mim mesma, parece que minha vida começou a “andar pra frente”. Então, minha dica pra vocês é: em 2011, não adianta comer lentilha ou 12 uvas, pular ondinhas ou sei lá o que você faz na virada do ano, se você não tiver fé em si mesma(o) e acreditar que você pode realizar o que você quiser. Olha só, tem algumas coisas – tipo ressuscitar mortos ou namorar a Madonna – que você só consegue se for Jesus. Eu estou falando de sonhos complexos, mas possíveis – tipo passar num vestibular concorrido, arranjar um trabalho legal, conseguir fazer aquela viagem com a qual você sonha desde os 5 anos de idade... Coisas do gênero. É como no filme “A princesa e o sapo” (citado no último post): não adianta nada fazer um pedido com toda a sua força pra Evangeline, a estrela mais brilhante, e não mover um músculo. Se você acha que, sei lá, cantar Sidney Magal traz sorte pra você, cante “Sandra Rosa Madalena” a plenos pulmões. Mas ajude a sorte a ajudar você. Provavelmente vou passar minha virada de ano com uma blusa da Lady Gaga, uma míni jeans e lingerie rosa – apesar de saber que, quem me conhece, vai achar essa combinação mega esdrúxula pra mim. Nos melhores anos da minha vida (de 2005 a 2009) eu passei a virada toda de preto ou com uma saia xadrez vermelha com uma regata preta. Mas acredito que lingerie rosa e uma Lady Gaga em mim vão me ajudar em 2011 – o que não que dizer que eu espero que uma blusa de 9,99 e um sutiã de bolinhas façam tudo por mim. Só estou ajudando a sorte ;)

Ótimo 2011 pra vocês!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

It’s ALIVE!

Sabe aquela propaganda de uma marca de cosméticos que diz: “Você pode ser o que quiser”? Então. Esse é o meu novo lema, pelo menos nesse exato segundo. Eu não gosto muito de quem eu me tornei. Uma patética depressiva que sofre por um amor perdido e blábláblá. Eu não estou no século XIX. É hora de – finalmente! – seguir em frente. E não quero dizer ir direto pra outro relacionamento. Não. Apesar de adorar estar com alguém, eu quero ficar um pouco sozinha com meus jogos, meus livros, meus textos e meus 37 gatos. Mentira, eu não tenho 37 gatos e nem nunca vou ter. Morreria de crise alérgica antes. Não tem nada de errado em estar sozinha. A vida é MINHA e, embora eu ainda não possa fazer exatamente o que eu bem entendo dela enquanto morar sob o mesmo teto que os meus pais, ninguém pode, deve ou vai dividi-la comigo. EU sou a estrela, a protagonista da minha vida. E, por mais que existam pessoas muitíssimo importantes pra mim (meus pais, a Gi, a Carol, Line, Bella, Tüppÿ, etc etc etc...), elas nunca tirarão o MEU lugar na MINHA vida. Infelizmente, isso foi o que aconteceu comigo. Eu simplesmente parei de viver em minha função!

E agora, aproveitando essa coisa de ano novo, vida nova, quero deixar mesmo 2010 pra trás, com todas as partes ruins. Vou viver minha vida em 2011 com um sorriso no rosto, tentando ser mais PollyAnna e talz. Porque, como eu e a Line dizíamos de zoação, “eu sou linda e vou arrasar hoje!”. Eu tenho que deixar o meu lado “ALOKA” assumir, o meu lado “Serginho-do-Big-Brother” – e, para começar, provavelmente vou passar o ano novo com uma blusa azul linda demais da Lady Gaga em desenho, com os dizeres “Love the music” brilhando em baixo. Como já disseram grandes divas – ou pelo menos eu lembro da Madonna e da Carol, minha BFF, dizendo isso – “eu sou um gay preso num corpo de mulher”. Agora, nesse exato momento, eu tô me sentindo mega powerful e tô vendo a vida de um jeito pink e cheio de glitter – imagine a colisão entre o clipe “Check on it”, da Beyoncé (lembram? É trilha sonora de “A Pantera Cor-de-rosa”) com o “Take it off”, da Ke$ha. A Courtney Love disse uma vez que tem dias que a gente acorda e é a Barbra Streisand. Não gosto muito da Streisand, nem da Cher, nem da Celine Dion ou dessas consagradas divas da música – apesar de todas elas serem musas das playlists gays. Mas hoje eu sou uma diva. Mesmo com um shortinho laranja de dormir, mesmo com uma regata verde básica, mesmo com um chinelo branco encardido e com o meu cabelo preso num coque por uma piranha pink, mesmo com o meu delineador preto todo borrado, mesmo com tudo isso, eu sou uma diva. A diva da MINHA VIDA! E ai de quem disser o contrário!

Conversando com a Tüppÿ na semana passada, a gente tava discutindo a questão da auto-estima. Conhecemos várias meninas que não são nem um pouco bonitas pelas convenções sociais – ou por nenhuma convenção at all – e que se acham bonitas e, bem, isso acaba fazendo toda a diferença. Eu tava vendo um episódio antiquíssimo de “America’s Next Top Model”, da temporada que tinham as lendárias Jade, Furonda, Danielle – a dos dentes separados – e Joanie, e a Tyra disse algo muito importante: é importante mostrar confiança, mesmo que você não tenha e que você esteja fingindo. Porque, nesse caso, eu acho que uma mentira contada mil vezes se torna verdade. No começo, você até pode estar atuando, mas depois você REALMENTE será aquela menina poderosa e confiante. Hoje eu reencontrei uma menina que eu só conheço de vista e que há muito eu não via. Ok, ela era uma pré-adolescente na última vez que eu a encontrei e agora ela deve ter uns 13 anos. A menina incorporou uma aura que a transformou numa pessoa super atraente. E, fisicamente, ela nem mudou tanto. Só cortou uma franjinha e passou um gloss. Ela deve ter tido uma transformação interior muito grande, porque ela mudou muito! É como se a gente sofresse uma revolução por dentro e essa mudança interior se refletisse no exterior – ou, como diria o Guilherme, meu querido ex-professor de história, “a infra reflete na supra”. E, se a revolução não começa por ela mesma, eu vou começar. Se Maomé não vai até a montanha, eu levo a montanha até Maomé, apesar de ser o jeito mais difícil. Ainda na conversa com a Tüppÿ, ela disse que esse negócio da auto-estima funcionava. Eu disse que não, porque já havia tentado e não havia dado certo.

Mas eu estava com o objetivo errado. Praticamente desde que meu namoro acabou, meu objetivo principal era arranjar um novo namorado. Sim, sim, patético e eu me envergonho disso. Eu estava que nem a Lottie do filme “A princesa e o sapo” (esse novo desenho da Disney). Esperando meu príncipe encantado desde pequenininha e vivendo em função disso. Mais vale a pena se como a Tiana (a princesa do título): correr atrás de um sonho maior e que o amor venha a reboque. Okok, cada um é cada um e a Tiana é uma criação dos estúdios Disney, não quer dizer que vai acontecer o mesmo comigo. Mas todo mundo diz que o amor surge quando você menos espera, não é? Então eu vou me preocupar com meus mais de cem livros que me aguardam pacientemente na minha estante, com os meus jogos de PS2, que não vão ser jogados sozinhos, com o meu violão, que não será tocado sozinho, com as minhas ideias, com as minhas elucubrações, com as minhas epifanias, enfim, com a enorme porcentagem da minha vida que não inclui relacionamentos amorosos. Minhas músicas, de “I just need somebody to love”, “All by myself” e “I will survive”, foram pra “Livin’ la vida loca”, “Viva la Vida” e “It’s my life” (do Bon Jovi, não do No Doubt). Só não incluo “I gotta feeling” aí porque não me sinto muito à vontade com ela. Essa música é tão de todo mundo que eu acho que ela já perdeu a individualidade. Sei lá.
Já escrevi muito por hoje. Vou viver minha vida um pouquinho...

A Gostosa

Uma morena bronzeada andava pela rua, chamando a atenção por onde quer que passasse. Seu corpo era literalmente escultural – era uma escultura viva, esculpida diariamente com musculação, semanalmente com drenagem linfática e ocasionalmente com uma cirurgiazinha, só para não perder o costume. Já tinha silicone nos seios, seu nariz era plastificado, suas rugas magicamente desapareciam depois de sessões de botox, as lipos eram anuais. Seus cabelos, de um preto tão luzidio que provocaria inveja em Iracema, ficavam lisos depois das tantas escovas (progressiva, de chocolate, de chocolate branco, de morango, egípcia, marroquina...) que fazia quinzena ou mensalmente. As unhas, enormes, pintadas com um esmalte vermelho brilhante e decoradas com minúsculas florezinhas brancas, também eram siliconadas. Havia tentado usar lentes de contato coloridas, mas percebeu que ficaria altamente estranho; por isso – e apenas por isso –, deixava seus olhos castanhos sem nenhum retoque de artificialidade. Suas roupas, quase um uniforme, consistiam em uma legging de ginástica com estampas animais, um top frente única da academia onde malhava, meias de ginástica até o joelho e tênis de caminhada, da marca mais cara que você puder imaginar.

Tinha dois filhos adolescentes, criados meio no abandono. Seu marido, um cara gordo e rico que talvez, visualmente, não merecesse a mulher que tinha, exibia-a como um troféu para os amigos. “Cara, tua mulher é muito gostosa!”, eles repetiam quase como num mantra, numa esperança vaga de que suas mulheres se transformassem repentinamente naquela beldade. E era simplesmente isso: gostosa. Nem chegava a ser bonita. Não. Era gostosa, e carregava esse título como uma medalha sobre o peito (ou seria sobre a bunda rebolativa?). Odiava estudar qualquer coisa que fosse e só havia entrado na faculdade para encontrar um marido. Sua diversão era: ir à praia, malhar, ver novela. Seu sonho, no momento, era comprar mais uma Louis Vuitton.

Não podia dizer se era realizada pessoalmente ou não: elucubrações profundas não eram com ela. Ela só queria manter aquele corpão escultural e ostentar o título de gostosa. Pra quê? Talvez para lembrar ao marido rico que, se ele não quisesse aquela deusa, outros caras com certeza queriam.

Se por acaso a Gostosa lesse um pouquinho, talvez tivesse a sorte de pegar um livro, ou uma crônica mesmo, da Martha Medeiros. E ela poderia ler o seguinte parágrafo: “Não há nada de errado em lipoaspirar culotes e encomendar seios novos na cínica da esquina, mas que não se faça isso apenas por impulso do erotismo. Mulher não é boneca inflável, não foi feita só pro sexo. Vai parecer insanidade, e talvez seja, mas acho que ser elegante vale mais do que ser gostosa: todas temos no próprio corpo algo que é clássico e é nosso. É só valorizar e lançar como tendência para o próximo verão” (Martha Medeiros, Montanha Russa, p. 14. Crônica “A beleza que não se repara”).