A depressão é uma doença que, como qualquer outra, exige tratamento. “Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.” É realmente complicado para quem não tem a doença entender como o deprimido se sente. “Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.” Não é questão de simplesmente desejar estar melhor – até mesmo porque os deprimidos NÃO querem ou gostam de se sentir pra baixo. Eles só querem que toda a dor pare. A questão é que o deprimido não tem forças suficientes pra lutar contra sua tristeza sozinho.
Sintomas
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos, passando pelos pensamentos negativos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:
•Perda de energia ou interesse
•Humor deprimido
•Dificuldade de concentração
•Alterações do apetite e do sono
•Lentificação das atividades físicas e mentais
•Sentimento de pesar ou fracasso
Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.
Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:
•Pessimismo
•Dificuldade de tomar decisões
•Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
•Irritabilidade ou impaciência
•Inquietação
•Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
•Chorar à toa
•Dificuldade para chorar
•Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança
•Dificuldade de terminar as coisas que começou
•Sentimento de pena de si mesmo
•Persistência de pensamentos negativos
•Queixas frequentes
•Sentimentos de culpa injustificáveis
•Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual
Diferentes tipo de depressão
Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.
A identificação da depressão
Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.
Causa da Depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. Provavelmente, a explicação mais correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi. Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada.
Se você conhece alguém que talvez esteja em depressão, converse com ele(a) e aconselhe-o a procurar uma ajuda profissional. Mas não se esqueça também de ouvi-lo. Conversar com alguém é essencial para quem está em depressão.
Informações: Psicosite
domingo, 19 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
"Cheio de Charme" - Promoção!
Eu não sei se mais alguém aí é tão fã da Marian Keyes quanto eu. Já li todos os livros dela e eu fico super feliz quando começa a chegar novembro, mês que sempre sai algum livro dela aqui no Brasil. Então, o livro da vez é "Cheio de Charme", que, infelizmente, não é a história da Helen Walsh, mas tenho certeza que é bom do mesmo jeito. Se por acaso você nunca ouviu falar dela, a Marian é a autora do aclamado "Melancia" - que certamente você já ouviu falar.Enfim. Eu tô aqui pra divulgar uma promoção do blog Menina da Bahia, que vai sortear dois exemplares do "Cheio de Charme"! E é super fácil (mesmo!) de se cadastrar! Então, se você quiser ganhar, dá uma passadinha lá!!
Beijosss
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Hopelessness
Ir embora e arruinar o fim de ano da minha família ou ficar e me arruinar cada dia mais? Ah, eu só queria ter coragem... Por que eu fui abençoada com simpatia, doçura e pacificidade? Eu só queria ser blasé, não ligar pra nada disso, ser como todo mundo é. Engraçado, passei um bom tempo sem chorar. Agora, parece alguém colocou uma cebola perto dos meus olhos. APENAS FAÇA ISSO TUDO PARAR, por favor. Nunca achei que fosse dizer isso, mas eu só quero ser normal. Parar de sofrer esse sofrimento exagerado e literalmente insuportável, ter uma vidinha mediana como todo mundo. Como disse a Mercedes, personagem principal do livro “Divã”, eu queria dormir e acordar daqui a 10 anos: acordar dez anos mais burra e dez anos mais bela.
Eu não sou forte, eu não sou corajosa, “sometimes I wish I’ve never been born at all”*. Não sei o que eu espero, “I wait alone for what will never come”**. Eu queria só dormir 24h por dia, 365 dias por ano. Isso tudo não é pra mim. Pra ficar nesse mundo tem que ser forte e lutar, e eu não sei se tenho fôlego pra tanto.
Minha loucura eu acho que está se modificando. Eu não se ela está melhor – ou menos pior - agora ou antes. Antes eu não tinha esperanças de mais nada, já estava soterrada na lama e, mesmo que não estivesse feliz, estava me acostumando. Agora, é um misto de pseudo felicidade com medo, ansiedade e empolgação. Mas sinto que minhas esperanças não são cordas apenas puídas (como disse no post "Livin' on a Prayer"). É como se elas fossem cordas puídas holográficas. Elas são uma fraca mentira que eu me conto pra ficar bem por mais cinco minutos.
Eu não quero mais fazer nada e isso tá me preocupando. Perco o apetite a cada dia mais. Eu só quero desligar esse computador e deitar na cama e fechar os olhos, mesmo que eu não durma.
Fazer nada.
*”Bohemian Rhapsody” – Queen
** “Boys on the radio” – Hole
Eu não sou forte, eu não sou corajosa, “sometimes I wish I’ve never been born at all”*. Não sei o que eu espero, “I wait alone for what will never come”**. Eu queria só dormir 24h por dia, 365 dias por ano. Isso tudo não é pra mim. Pra ficar nesse mundo tem que ser forte e lutar, e eu não sei se tenho fôlego pra tanto.
Minha loucura eu acho que está se modificando. Eu não se ela está melhor – ou menos pior - agora ou antes. Antes eu não tinha esperanças de mais nada, já estava soterrada na lama e, mesmo que não estivesse feliz, estava me acostumando. Agora, é um misto de pseudo felicidade com medo, ansiedade e empolgação. Mas sinto que minhas esperanças não são cordas apenas puídas (como disse no post "Livin' on a Prayer"). É como se elas fossem cordas puídas holográficas. Elas são uma fraca mentira que eu me conto pra ficar bem por mais cinco minutos.
Eu não quero mais fazer nada e isso tá me preocupando. Perco o apetite a cada dia mais. Eu só quero desligar esse computador e deitar na cama e fechar os olhos, mesmo que eu não durma.
Fazer nada.
*”Bohemian Rhapsody” – Queen
** “Boys on the radio” – Hole
A luz
É como se eu fosse um daqueles bichinhos atraídos pela luz e minha esperança fosse a luz. Eu me atraio, inexoravelmente, a ela, mas ela me queima. Mas eu não consigo fugir dela. Ela é a luz no fim do túnel, e você tem noção do alívio que se sente quando você vê a luz depois de andar na escuridão completa por um tempão? É meio bizarro, às vezes eu acho que uma viela vai surgir no meio do nada e vai me levar pra longe da luz. Eu só espero não me queimar ao chegar à luz.
Prêmio Dardos =D
Duas pessoas me indicaram para o Prêmio Dardos, as fofas Lovesick Diva e a Karine Knust. Muito obrigada mesmo, meninas! Me sinto muito honrada!!
http://www.obviouslymypointofview.blogspot.com/
http://www.narradorapersonagem.blogspot.com/
http://pensequalquercoisa.blogspot.com/
http://thebloomsburytuppy.blogspot.com/
"O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros; uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web."
Regras:
- Exibir a imagem do Selo no Blog
- Exibir o link do blog que você recebeu a indicação
- Indicar outros (sem número limite) para premiar.-Avisar os escolhidos
Então, abaixo estão os blogs que eu gostaria de premiar:
http://www.obviouslymypointofview.blogspot.com/
http://www.narradorapersonagem.blogspot.com/
http://pensequalquercoisa.blogspot.com/
http://thebloomsburytuppy.blogspot.com/
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Livin’ on a prayer
Ser Supremo que governa o Universo, por favor, preste atenção em mim. São só cinco minutinhos, prometo.
Eu não sei se peço muitas coisas a você, mas acho que não. Peço pela minha saúde e pela dos meus amigos/parentes quando eles estão doentes; peço pelo meu sucesso estudantil e pelo dos meus amigos; peço que me guie em segurança por esses ônibus loucos da vida (e isso não é uma metáfora, oh Ser Supremo. Não sei se você pega ônibus, mas eles são uma loucura, mesmo!). Ou seja, eu peço o básico. Uma espécie de “arroz e feijão” dos desejos. Tudo bem que sempre fui atendida, a saúde de todos vai bem, a minha vida estudantil, junto com a dos meus amigos, é excelente, e, tirando umas batidinhas de leve, meus ônibus sempre foram tranquilos na medida do possível. Ganho arroz e feijão, mas nunca me falta e é o melhor arroz com feijão que eu poderia ter.
Mas hoje, Ser Supremo, eu gostaria de pedir uma extravagância. Uma lasanha da Sadia, deliciosa. Ou... um Big Tasty com suco de guaraná/abacaxi diet. Não leve isso literalmente. Não, o que eu quero mesmo é a chance de ser feliz. Ou melhor: a chance eu já tenho – mas não sei se eu vou jogá-la pela janela ou se alguém vai pegar das minhas mãos e vai sair correndo com ela até que eu não consiga mais alcançá-la. Eu quero ser feliz. Eu quero voltar a ser feliz. E, acredite, não é tão abstrato quanto se imagina.
Eu só quero que tudo dê certo dessa vez. Eu quero que os meus sofrimentos e minhas cicatrizes tenham me servido para alguma coisa. “Experiência é o nome que damos aos nossos erros”, disse Wilde. Não sei se considero algumas coisas que fiz erradas – outras, tenho certeza que foram –, mas sei que ganhei muita experiência. Não deixe que a minha pressa de ser feliz acabe com tudo o que eu aprendi. Que eu possa aprender a ser paciente, como era antes.
Por favor, Ser Supremo, ouça minha prece. Transforme minha esperança em vida real. Ela é tudo o que tenho. Apesar de ser feita de cordas puídas, minha esperança é a única saída que vejo para sair desse poço no qual me encontro. Lentamente, transforme minha escada capenga num elevador.
Eu acho que você manda sinais pra mim um pouco antes de satisfazer meus desejos mais profundos. Você meio que me conforta, você diz pra mim: “Espere um pouquinho que, logo, logo, será atendida”. Só senti isso duas vezes na vida: uma há uns anos atrás e uma na semana passada. E você me manda essa noção quando tudo parece perdido. Olho pra situação e penso: “Como? Como vou sair daqui?” e você sempre me mostra uma saída. Como diriam os irmãos Baudelaire, pra tudo tem um jeito.
Por favor, me prove que não existem manuais de instruções para os humanos e realize o meu desejo, a minha esperança. Me faça feliz.
Hábitos
Eu sou uma pessoa que vive de rotina e de hábitos. E, infelizmente, sou muito apegada à minha rotina e aos meus hábitos. Quando tenho que deixar alguma coisa pra trás, sofro muito. Sinto falta de qualquer coisa boa que fez parte da minha rotina por um tempo: desde ver “Tv Colosso” até a 1ª abertura do “15 minutos” (que eu via antes de dormir, comendo biscoitos cream cracker – o popular “cremecraque” – com geleia ou requeijão), passando por ir pra dentista de 15 em 15 dias ou ficar cantando com meus amigos nas aulas de física.
Dos 11 aos 14 anos, sempre que eu passava na frente da rua do meu primo (a quem eu dediquei o post “In memorian”), eu olhava pra ver se encontrava ele. Até hoje faço isso, inconscientemente. E talvez nunca deixe de fazer. As pessoas dizem que o tempo cura tudo, mas acho que algumas maneiras (que não necessariamente significam “maus hábitos”) nunca serão deixadas de lado.
Por quê?
Tem muitas coisas que eu não entendo. Por exemplo: por que eu estou numa fase de comprar hidratantes compulsivamente? É sério, tenho um de cereja e noz moscada que já está acabando, um de macadâmia que tem menos de um dedo de conteúdo, um de romã e manga que comprei há uns três meses, um Christian Lacroix Rouge, um U by Ungaro que comprei essa semana e no fim do mês chega o Make me Wonder, da coleção Color Scents da Avon. E tá muito quente, ou seja, não consigo usar esses 500 hidratantes quase nunca!
Outra coisa que não entendo: por que “chácara” se escreve com “ch” e “xícara” com “x”? Ou então porque você emBARCA no avião? Ou por que a Globo insiste em deixar no ar programas como o “Zorra Total”, “A turma do Didi” e “Malhação”? Acho que essas perguntas nunca terão resposta...
Mas eu queria falar sobre outra pergunta que me atormenta bastante e que é meio que uma continuação do último texto sobre Clarice Lispector que coloquei aqui. Você deve conhecer a música “Bohemian Rhapsody”, do Queen. Se você não conhece essa música, bem, o Glee também fez uma versão dessa música (que ficou bem parecida com a original, por acaso) e vale muito a pena escutar uma das duas versões para conhecer. Enfim. Eu não sei se o Freddie Mercury escreveu essa música quando estava quase morrendo devido à AIDS, mas o fato é que essa música é extremamente triste/depressiva. Eu ainda tenho que pesquisar em quais circunstâncias ela foi escrita, mas isso não diminui a tristeza da música. Um dos primeiros versos da música é: “Mamma, just killed a man, put a gun against his head, pull my trigger now he’s dead” (algo tipo: “Mamãe, matei um homem, pus a arma contra a cabe;a dele, puxei o gatilho e agora ele está morto” – desculpe se tem alguma parte errada, é que peguei a letra de ouvido e eu não sou muito eficiente com traduções). E TODO MUNDO ama essa música! E todo mundo ama Clarice! E todo mundo ama a Martha Medeiros! Se eu falasse essas coisas, eu seria a depressiva, a maníaca, a psicopata, a louca, a que precisa de tratamento. Mas não. Com o Freddie isso é lindo; com a Clarice é genial; com a Martha é a essência da mulher contemporânea.
A cada dia que eu vivo eu descubro que sou mais louca e mais normal. Não exatamente normal, acho que eu quis dizer “igual a todo mundo”. O que quer dizer que todo mundo é louco.
Ps.: Logo no início de “Bohemian Rhapsody”, Freddie Mercury canta: “Is this the real life? Is this Just fantasy?” Isso lembra alguém? Siiiim! “David goes to dentist”!!
Outra coisa que não entendo: por que “chácara” se escreve com “ch” e “xícara” com “x”? Ou então porque você emBARCA no avião? Ou por que a Globo insiste em deixar no ar programas como o “Zorra Total”, “A turma do Didi” e “Malhação”? Acho que essas perguntas nunca terão resposta...
Mas eu queria falar sobre outra pergunta que me atormenta bastante e que é meio que uma continuação do último texto sobre Clarice Lispector que coloquei aqui. Você deve conhecer a música “Bohemian Rhapsody”, do Queen. Se você não conhece essa música, bem, o Glee também fez uma versão dessa música (que ficou bem parecida com a original, por acaso) e vale muito a pena escutar uma das duas versões para conhecer. Enfim. Eu não sei se o Freddie Mercury escreveu essa música quando estava quase morrendo devido à AIDS, mas o fato é que essa música é extremamente triste/depressiva. Eu ainda tenho que pesquisar em quais circunstâncias ela foi escrita, mas isso não diminui a tristeza da música. Um dos primeiros versos da música é: “Mamma, just killed a man, put a gun against his head, pull my trigger now he’s dead” (algo tipo: “Mamãe, matei um homem, pus a arma contra a cabe;a dele, puxei o gatilho e agora ele está morto” – desculpe se tem alguma parte errada, é que peguei a letra de ouvido e eu não sou muito eficiente com traduções). E TODO MUNDO ama essa música! E todo mundo ama Clarice! E todo mundo ama a Martha Medeiros! Se eu falasse essas coisas, eu seria a depressiva, a maníaca, a psicopata, a louca, a que precisa de tratamento. Mas não. Com o Freddie isso é lindo; com a Clarice é genial; com a Martha é a essência da mulher contemporânea.
A cada dia que eu vivo eu descubro que sou mais louca e mais normal. Não exatamente normal, acho que eu quis dizer “igual a todo mundo”. O que quer dizer que todo mundo é louco.
Ps.: Logo no início de “Bohemian Rhapsody”, Freddie Mercury canta: “Is this the real life? Is this Just fantasy?” Isso lembra alguém? Siiiim! “David goes to dentist”!!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O novo romantismo
Conversando com um grupo de amigos na faculdade (última semana de aula, um monte de horários vagos, nada melhor do que juntar um grupão na frente da Casa da Empada pra jogar conversa fora), um comentário de uma colega fez com que eu parasse pra refletir sobre uma coisa que parece evidente, mas nem é tanto: antigamente, havia toda uma tradição de UM amor “verdadeiro” na sua vida. Se seu marido te abandonasse, traísse, morresse ou se simplesmente o casamento não desse certo, problema. Você ia virar uma solteirona pro resto da vida. Hoje em dia, ao contrário, há muito mais uma ideia de experimentação. É uma coisa meio: “Ok, vamos nos casar pra ver se dá certo. Se não der, beleza, a gente se separa.” Hoje, ao invés de ter UM amor verdadeiro, você tem vários – “O que é uma coisa bem mais romântica, se você parar pra pensar”, disse a Júlia (eu não converso muito com a Júlia por incompatibilidade de horário, mas admiro-a muito e acho-a extremamente sábia).
E vocês, o que que acham?
E vocês, o que que acham?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Everything, everything's magic
Às vezes é preciso acreditar um pouquinho em magia...
Minha mãe recebeu um telefonema um tanto inusitado ontem. Uma mulher chamada Ângela ligou aqui pra casa querendo falar com uma Eliane que dava aula. Bem, minha mãe, que se chama Eliana (apesar de todo mundo chamar ela de ElianE), conhece uma Ângela e dá aula de artesanato. Só que a Ângela do telefone não era a mesma que ela conhecia! Bizarramente, elas ficaram conversando por mais ou menos uns 20 minutos (Isso me lembrou muito uma piada em que o cara fala: "Nossa, amor! Você só ficou meia hora conversando com a sua melhor amiga no telefone!" "Não, não era a fulana não; é que eu errei o número!"). Uma pegou o telefone da outra, a Ângela ensinou uma técnica nova de decoupage pra minha mãe e, antes de desligar, a Ângela disse: "Nossa, isso é coisa de Deus!".
Coisa de Deus, magia, destino, sorte, sei lá o que foi. Mas é preciso admitir a existência disso! E acreditar mais um pouquinho também. Curiosamente, enquanto estava pensando nisso, passou o clipe de "Everything's Magic", do Angel & Airwaves (você deve conhecer essa banda como "a-nova-banda-do-vocalista-do-Blink-182").
Será que isso é um sinal de que minha vida vai ter um pouquinho de mágica?
Minha mãe recebeu um telefonema um tanto inusitado ontem. Uma mulher chamada Ângela ligou aqui pra casa querendo falar com uma Eliane que dava aula. Bem, minha mãe, que se chama Eliana (apesar de todo mundo chamar ela de ElianE), conhece uma Ângela e dá aula de artesanato. Só que a Ângela do telefone não era a mesma que ela conhecia! Bizarramente, elas ficaram conversando por mais ou menos uns 20 minutos (Isso me lembrou muito uma piada em que o cara fala: "Nossa, amor! Você só ficou meia hora conversando com a sua melhor amiga no telefone!" "Não, não era a fulana não; é que eu errei o número!"). Uma pegou o telefone da outra, a Ângela ensinou uma técnica nova de decoupage pra minha mãe e, antes de desligar, a Ângela disse: "Nossa, isso é coisa de Deus!".
Coisa de Deus, magia, destino, sorte, sei lá o que foi. Mas é preciso admitir a existência disso! E acreditar mais um pouquinho também. Curiosamente, enquanto estava pensando nisso, passou o clipe de "Everything's Magic", do Angel & Airwaves (você deve conhecer essa banda como "a-nova-banda-do-vocalista-do-Blink-182").
Será que isso é um sinal de que minha vida vai ter um pouquinho de mágica?
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